quarta-feira, 20 de setembro de 2017

JADER SANTANA | Hermeto Pascoal: "É música o que eu tô sentindo!"

Hermeto fala em fluxo – não o interrompam! – sobre passado, presente e futuro. Salta perguntas, retoma respostas, mistura ideias, conceitos e memórias. Vai de tópico em tópico pincelando pedaços de infância, narrando causos, lendas e assombrações que ajudam a defini-lo enquanto homem e artista. Colecionador de sons e ruídos, rende-se vez por outra ao silêncio, sabedor que é da sua importância. Numa entrevista concedida ao jornal O Povo, do Ceará, puxando pela memória, fez desfilar em suas respostas um rol de personagens – famosos e anônimos – que cruzaram sua história e o moldaram como músico: Elis Regina e Miles Davis dividem importância com a parteira que o trouxe ao mundo, a vizinha que narrava histórias fantásticas e o coronel que enrolava os passos sempre que o ouvia tocar.

JS | Qual a sua lembrança mais antiga de som - de som, e não de música?

HP | É o primeiro dia, quando eu nasci, no dia 22 de junho de 1936. Quando eu nasci, recebi um impacto sonoro do mundo, e foi o primeiro som que eu não esqueço. É esse som que me embala pra fazer tudo isso que eu faço na música. As pessoas perguntam “quantos anos você tem de música?”. Eu tenho 79 anos de música também. O dia em que eu nasci foi o dia em que eu comecei a fazer som na terra.

JS | E a primeira lembrança de música?

HP | A primeira música foi justamente aí. Eu sou um músico autodidata. Eu hoje sei teoria, aprendi teoria com uns 40 anos, aprendi com a vida, com as deduções minhas, com a minha intuição. Eu sempre digo: eu não premedito nada, nada mesmo! Só se Deus clareasse pra eu premeditar minha morte, ou que eu premeditasse o meu nascimento novamente, mas ninguém tem o direito de premeditar as coisas, quem premedita é quem não sabe. É por isso que te falo, tudo o que acontece comigo, vem comigo. Aqui não se aprende gosto, a ter bom gosto, se você não tiver uma percepção. E a gente nasce com ela. Quando eu nasci eu trouxe a bagagem toda, na mente vem tudo. Aí me deram esse “carro branco” aqui pra eu andar na terra e eu tô andando com ele. Tá aguentando, ainda. Coitado, sofre muito esse carro. Porque a parada é grande, já com minhas seis mil e tantas músicas, e isso eu conto só as escritas. Então, tudo o que você perguntar “primeiro”, pra mim, dentro da criatividade das coisas, vem justamente do dia em que nasci. Esse é o dia forte da minha vida aqui, da minha passagem pela Terra.

JS | Falando da infância, o senhor tocava sanfona com seu irmão nas ruas de Lagoa da Canoa (AL). Nessa idade, o senhor já experimentava com a música?

HP | Eu pequenininho já tocava, eu comecei a tocar nos bailes, devia ter meus sete anos, com meu irmão, o José Neto. Era uma dupla, o nome era “Os Galegos do Pascoal: Sinhô e Zé Neto” – lá me chamavam de Sinhô. E aí é o que te falo, tudo o que acontece desde o nascimento é isso aí. 79 anos de música, de tudo, de som, e eu acho que a música não é só pra quem toca um instrumento. Você pode dirigir um carro sendo jornalista, sendo advogado, sendo médico, sendo qualquer coisa. Então, um músico pode ser um músico mesmo sem pegar num instrumento. Tá lá na cabeça dele. Você vai num auditório pra ver o Hermeto e você não vê 2% da minha geração no auditório. Claro que a maioria já se foi, tudo bem. Quem se foi, foi. Foi o “carro”, mas tá a alma. Lá tá cheio de Tom Jobim, que não podia estar comigo nunca – a gente se encontrava no aeroporto –, tá cheio de Sivuca, que a gente quase não se via; de Luiz Gonzaga, de Dominguinhos, de todo mundo. Deus deu uma coisa pra cada um de nós, que é o dom da gente. Às vezes a gente chega aqui e se esquece do dom, por conta da vaidade, que vai puxando a gente pra onde a gente não quer ir. A música, pra mim, sem exagero nenhum, tá em todos os contextos.

JS | O senhor falou em dom. Como o senhor reconheceu que fazer música era o seu?

HP | Justamente quando eu era pequenininho, que eu tava tocando no meu fole, na minha sanfoninha, parapapá parapapá... O meu irmão Zé Neto, que era mais pacato do que eu, e eu tocando o oito baixos lá, quebrando tudo. Daqui a pouco, o coronel – tinha de tudo naquela época – um coronel bravo, chegou e chamou meu pai: “ó, tira aquele menino dali porque eu tô topando, tô dando topada na minha mulher, porque o que ele tá tocando não dá pra dançar não”. Assim mesmo! E eu, pequenininho, escutava o cara dizer aquilo lá. Aí papai chegava, e pra eu não ficar com raiva dizia: “ó, Sinhô, pega o pandeiro”. E eu tocava pandeiro e meu irmão o oito baixos, e a gente se revezava, tocava um baile a noite toda, só nós dois. Aí o que aconteceu? Eu tava tocando um oito baixos, e já tinha umas ideias de fazer umas polirritmias, vinham ideias na minha cabeça que não eram coisa costumeira, entendeu? Em dois meses, a gente já tocava os instrumentos melhor que papai. Então é lindo isso aí. São coisas que cada vez renovam a gente.

JS | Quando o senhor saiu de Alagoas pro Recife e começou a se aproximar do universo da rádio, encontrou resistência contra a música que fazia?

HP | Não, porque pra lá pra onde eu morava eu tava adiantado, mas pra lá pra onde eu fui era normal. E isso foi uma intuição minha, pra você ver como eu já pensava. Cheguei pro meu irmão e disse: “Zé, vamos pra Recife”. Eu tinha 14 e ele 15. “Se você não quiser ir, eu vou, e vou sozinho”. Era minha vontade de ir pra lá e aprender, né? Aí ele não queria, e eu perguntei se ele tava com medo de ir e levar uma pisinha quando voltasse. “E se eu não for?”. “Você vai levar duas, cara, vamos logo aí”. E aí fomos embora, chegamos à estação do ônibus e quando falamos que éramos de menor, tivemos problema. Mas aí eu botei a mão nos olhos e comecei a chorar, de mentira, como ator: “minha tia tá morrendo, meu Deus do céu”. Aí o cara aceitou a gente e disse “olha, vocês são galegos, vocês sabem que o pessoal vê vocês de longe, então, na estrada, quando eu disser pra vocês ficarem lá atrás, vocês vão e se agacham o máximo que puderem e ficam embaixo do banco, por causa da polícia da estrada”. A gente de menor, sem documento nem nada, e sem nenhuma carta dos pais! Foi eu, cara!

JS | O senhor voltou a tocar com seu pai?

HP | Cheguei até a botar meu pai pra tocar no meu grupo. Eu fiz um show na TV Bandeirantes, levei ele pra Argentina pra tocar comigo também. Dei muita alegria pra ele. Na Argentina ele era um sucesso a hora dele no show. Eu deixava ele tocando bem do jeito dele, e ele tocava e o povo cantava junto com ele, cantava que parecia que tava ensaiado, e ele todo contente. Porque o papai era assim, eu já combinava com ele de botar as mãos no ombro dele quando fosse pra ele parar. E ele dizia: “me avise, ou eu não paro nunca mais”. E aí, quando ele faleceu eu fui pra Argentina com um grupo tocar, o senhor não queira saber como perguntavam por ele na imprensa. A vida é linda assim, a gente vai fazendo, carregando, a mil por hora.

JS | O Brazilian Octopus foi um grupo importante, cultuado até os dias de hoje. Como foi essa experiência?

HP | Foi muito bom, porque era justamente aquilo que eu tinha, essa coisa da criação, era justamente isso. Eu tava com músicos maravilhosos, com o Cido Bianchi, que era o pianista do grupo na época, e ele era o que a gente chamava de líder. Todo mundo tocava muito bem, todo mundo criava justamente para os desfiles de moda.

JS | Foi um grupo pensado para os desfiles de moda?

HP | Pros desfiles de moda e pra gente criar. Eu olhava pro telão, todo mundo olhava pro telão, e cada um criava uma coisa. “Vamos tocar música tal”, e a gente tocava solto, ninguém ensaiava repertorio. Você vê que a gente toca bem solto, e a gente aproveitou esse repertoriozinho que a gente tocava lá pra gravar, e gravei umas músicas minhas também. Foi um trabalho que muita gente comenta até hoje. É o que eu digo pra você: nós temos que subir o primeiro degrau da vida, subir com certeza, com emoção, com esperança. Se você tiver fé antes da esperança, aquela fé vira fel. Desista. É a esperança que carrega pra fé, e eu sou um cara sempre assim, nunca perdi a esperança e nunca cobrei a fé. Muita gente diz que tá tudo traçado, e eu acho isso também. Tem um cara mais criativo que Deus, rapaz? Tá tudo aí, pra gente pensar e ver as coisas. A gente pensa e se esbarra as coisas, de repente. A única coisa que eu não tive dúvidas sobre se ia esbarrar ou não, que veio comigo, foi a música. As outras coisas eu fui vendo com o tempo. Graças a Deus tenho uma bagagem muito linda na minha vida.

JS | O apelido de “bruxo da música” lhe incomoda?

HP | Não. Eu me assustei na época, mas foi uma baita jornalista, a Ana Maria Bahiana, “fãzassa” da música do Hermeto, muito musical. Na época ela era uma jornalista já conceituada, mas tava em seu começo, inclusive era jovem ainda, e morava lá pros meus lados no Rio. Aí, Nossa Senhora, ela teve essa ideia de bruxo e saiu no jornal, “Hermeto bruxo”. Ela nem falou comigo antes! Quando saiu, aí eu me encabulei.

JS | Em sua música podemos captar elementos do folclore nordestino. Em que medidas essas histórias inspiram sua criação?

HP | Quando eu falo em Caipora eu me lembro da terra em que eu me criei, no mato e nas águas. E isso fica na minha cabeça e me inspira muito pra o que eu quiser fazer na vida, essas coisas todas juntas, e é por isso que eu chamo de universal a musica que nós tocamos. Eu nasci na terra tocando só forró, forró pra dançar, tocando no meio do baile. E eu começava a querer fazer outras coisas e tal. Até os 14 anos a gente não tinha luz elétrica, e ainda bem que eu não escutava rádio, e olha que a música naquele tempo ainda era melhor que hoje. Eu tinha esse contato direto, eu ia pro mato. Hoje eu não saio muito por causa do sol, mas na época eu saia, o sol esquentava menos. No mato, você andava até empurrando as folhas pra andar, de tanta folha que tinha, e papai dizia assim: “sente embaixo das árvores, você é galego e não pode tomar sol, ou então pule dentro d’água, fique dentro d’água, e fique mergulhando”. Isso, pra mim, é música. Tudo pra mim é música. Eu me inspiro. Tô aqui escrevendo e de repente me lembro de quando andava a cavalo.

JS | O que o senhor guarda de suas primeiras viagens aos Estados Unidos?

HP | Foi em 1960 ou 1970, por aí. Eu me lembro que os americanos tavam fazendo uma música chamada free jazz. E era assim, o “free”, uma música livre. Mas eles não tinham essa vivência, essas coisas. Eles tinham a vivência deles, pra fazer qualquer coisa precisavam se provocar, alguns com drogas, eles achavam que era assim a criação. Eu falava pra eles assim: “olha, se você premeditar a sua criatividade, você fica estacionado numa coisa só, e tá tapado o lugar, a sua fonte de percepção fica parada”. E eu via o que eles tavam fazendo, esse free aí, essa música livre, mas eles ensinavam isso nas escolas. Se você ensina, não é livre! Se eu ensino uma coisa a alguém, a fazer como eu faço, não tô dando liberdade pra pessoa. Mas vai procurar qual é a escola que se lembra e que fala disso…

JS | Então, o free jazz não era realmente livre...

HP | Eu falei tudo isso em aberto. O próprio reitor da Berkeley (Universidade da Califórnia) disse que o sonho dele, desde que era estudante, era ser reitor pra poder me trazer pra ela. E ele me disse: fale o que você pensar, fale o que você quiser, e eu botei a Universidade no chão. Eu disse: “olhe, se tivesse lei na música, teria muita gente presa aqui”. Como eu vou ensinar alguém a compor? Compor é um dom, compor não se aprende, você tem que sentir. A teoria é pra ser usada. A teoria é como um gravador, um computador onde você registra a coisa.

JS | É essa liberdade que você valoriza em sua “música universal”?

HP | É justamente isso, e eu tenho o maior cuidado. Chamo de música universal por isso. Os músicos que tocam comigo, como o Itiberê Zwarg, tem a banda dele, e ele e o André Marques tão embalados com quartetos e quintetos, e tudo sem imitar o Hermeto, mas com a semelhança do Hermeto. É o que Deus quer com a gente: a semelhança. Não importa a área que cada um faz, e cada um faz uma área pra não ter repetição. Na música, quando eu descobri que só existem 12 notas, quase morri. A patroa Ilza (Ilza da Silva, com quem foi casado por 46 anos), que Deus a tenha em um bom lugar, ficou muito preocupada. E eu peguei uma viola, comecei a compôr usando as seis cordas, e cada nota eu botei num tom. Afinei ela toda, ficou lindo, parecia uma orquestra até. Aí pensei: “agora sim vou fazer umas notas diferentes em cima dessa viola”. Meu irmão, pra minha surpresa eu não tinha mais nenhuma nota a não ser aquelas da viola, e eu tinha usado todas. E eu procurava, procurava, e não tinha. E aí, o que me veio à cabeça? Criar, meu filho. Agora eu ia criar. Você tem essa estrada pra andar, você tem esses caminhos pra andar, e sobre eles você tem que criar. E aí eu me desenvolvi muito, depois de passar uns dois ou três meses preocupado com isso. Depois eu desembestei a compor. Se tivesse um monte de notas, você ficaria acomodado. É o que eles tentam fazer na tecnologia. A tecnologia é acomodação. Nós não viemos aqui pra isso. Os caras tão perdendo a sensibilidade, a criatividade, o dom das coisas. A tecnologia tira isso e eu tenho muito cuidado, porque não quero que atrapalhe a minha maneira de ser, a minha maneira de não premeditar as coisas. Esse é o lance.

JS | E o seu contato com o Miles Davis?

HP | O contato foi assim, bem rápido. Fui pra lá pra fazer o meu trabalho. O Airto Moreira tocava com ele, era percussionista dele, e eu tava junto, fui lá escrever uns arranjos, fazer uns trabalhos e fui assistir a um show com o Airto tocando, fiquei no auditório. E aí, antes de começar o show, de repente eu vi aquele cara vir correndo pra cima de mim. E cara veio correndo, correndo, bem vestido – ele se vestia muito bem – e aquela voz assim, sexy (imita a voz). E eu fiquei na minha e disse “pronto, esse é bicha mesmo”. Mas como o Airto já sabia que eu não falava inglês, ate hoje não falo, ele já ficava de olho pra me ajudar em qualquer coisa. Aí ele veio e viu o Miles falando comigo. O Miles chegou e encostou o rosto em mim. E eu: “meu pai do céu, logo eu que não falo inglês”. Eu não sabia que ele tinha problema de garganta, e ele praticamente não tinha voz. O Airto ficou louco, admiradíssimo com tudo o que aconteceu, me dizendo que a mania do Miles era chegar exatamente em cima da hora no show e não olhar pra trás, só entrar no camarim e já sair quase tocando. E aí ele falou pro Airto: “você sabe que eu nunca fiz isso com ninguém, mas algo muito forte me leva até ele, e eu quero conhecer esse cara”. Pronto, a gente marcou um encontro.

JS | Vocês se tornaram amigos?

HP | Eu fui na casa dele algumas poucas vezes, porque o tempo de ambos era pouco. Mas das vezes que fui, foi sensacional. Ele era um músico realmente perfeito. Na última brincadeira dele, ele perguntou pra mim se eu não queria entrar no grupo dele. Mas eu já tava querendo ter meu grupo no Brasil, o que pra mim era, e é, a coisa mais importante dentre as coisas que eu faço. A primeira coisa que eu me lembrei foi do Brasil, e eu já tava com saudades com vontade de voltar pra cá. Aí eu cheguei pra ele e disse, muito brincalhão: “olha, eu vou formar o maior grupo de música universal do mundo, por isso que não quero tocar com você”. Aí ele “mas não da nem pra você ir pro Japão comigo, só pra fazer essa turnê lá?”. Depois eu falei sério e ele disse pra mim que também ia formar o maior grupo de rock do mundo, brincando, me desafiando. Parecia que eu conhecia ele da minha infância, e isso era interessante. É por isso que a gente não pode premeditar as coisas. Se você não conhece a pessoa, não pode premeditar nada. Deixa fluir, fluir! Deixando fluir, pronto! Como eu não premedito, meu sentimento veio, aquela coisa forte, bonita, então fizemos uma amizade muito curta no sentido físico, mas muito infinita no lado espiritual, porque não foi à toa que ele veio falar comigo. A gente já devia se conhecer. Ao ponto de ele dar uma entrevista numa rádio – e ele não era muito de entrevistas por conta da voz – e dizer que se morresse e pudesse nascer de novo gostaria de ser um músico “como aquele albino louco”, que era como ele brincava comigo. E ele tinha fama de temperamental, e de que usava muita droga, era doidão. Mas tinha um conteúdo na alma dele, e por isso eu acho que esse encontro na terra foi pra sacudir a poeira, e foi tão bonito que ele me convidou pra fazer um disco com ele, e eu fui tocar três dias em Nova Iorque.

JS | O senhor participou do documentário Janela da Alma (2001) – sobre pessoas com diferentes graus de deficiência visual –, ao lado de José Saramago, Oliver Sacks e Wim Wenders. Como foi participar de um projeto onde o foco deixa de ser a música e passa a se referir a outro dos sentidos?

HP | Pra mim, eu não acho outro sentido em nada. Quando tô falando com qualquer pessoa, é música o que eu tô sentindo. O sentido pode mudar, aparentemente, mas na minha cabeça, não. Eu falo por música, porque eu sou 100% intuitivo. Meu sentido tá na frente de tudo. Tem coisas que você precisa de sua percepção pra organizar. Eu consigo sair de uma batalha, vencer a batalha, sem precisar brigar e matar ninguém. Agora, se precisar, eu saio comendo todo mundo mesmo, entendeu? Mas, graças a Deus, ate hoje não precisei, e não vai precisar nunca. O que eu quero falar pra você é o seguinte: “Este canto vem de longe / A distância não sei dizer / Salve, salve a toda gente / Que vive e deixa viver / Aqui vai o nosso abraço / Com o som e o saber / Tirando de nossas mentes / As palavras pra dizer / A música segura o mundo / Enquanto a gente viver / É a maior fonte sem fim / De alegria e prazer / Toquem, cantem, minha gente / Até o dia amanhecer”. Tenho dito, Hermeto Pascoal, com ritmo de samba.


ACAMPAMENTO MUSICAL

Hp04 |  www.youtube.com/watch?v=YVMyD3OjKsA



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JADER SANTANA. Jornalista. Entrevista originalmente publicada no jornal O Povo (25/12/2015).


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Organização a cargo de Floriano Martins © 2017 ARC Edições
Artista convidado | Farnese de Andrade (Brasil, 1926-1996)
Imagens © Acervo Resto do Mundo / Acervo particular Jorge Mello
Agradecimentos especiais a Jovino Santos Neto
Esta edição integra o projeto de séries especiais da Agulha Revista de Cultura, assim estruturado:

1 PRIMEIRA ANTOLOGIA ARC FASE I (1999-2009)
2 VIAGENS DO SURREALISMO, I
3 O RIO DA MEMÓRIA, I
4 VANGUARDAS NO SÉCULO XX
5 VOZES POÉTICAS
6 PROJETO EDITORIAL BANDA HISPÂNICA
7 VIAGENS DO SURREALISMO, II
8 O RIO DA MEMÓRIA, II
9 ACAMPAMENTO MUSICAL

A Agulha Revista de Cultura teve em sua primeira fase a coordenação editorial de Floriano Martins e Claudio Willer, tendo sido hospedada no portal Jornal de Poesia. No biênio 2010-2011 restringiu seu ambiente ao mundo de língua espanhola, sob o título de Agulha Hispânica, sob a coordenação editorial apenas de Floriano Martins. Desde 2012 retoma seu projeto original, desta vez sob a coordenação editorial de Floriano Martins e Márcio Simões.

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