∞ editorial | A mesa de ofertas do tempo

01 | O tempo tem muitas formas de fluir
em nós. O seu espírito encontra ritmos distintos em nosso ser. Ou somos nós que
o inventamos de acordo com nossas ansiedades e determinações. 2026 começa agora
nesta edição # 264 da Agulha Revista de Cultura. A primeira edição do
ano traz sua própria noção de tempo e se reconhece em suas dobras, no horizonte
de cada uma de suas páginas virtuais. Nós sempre fomos uma revista marcada pelo
acento de um tempo singular. Desde 1999 já alimentamos as mais diversas formas
de fome do tempo. E o próprio espaço em que atuamos conserva consigo uma
coleção de relógios com suas marcas entranháveis de sonho e vigília. Essa
mistura valiosa do que somos e desejamos ser. O tempo de algum modo está em
cada um de nós como fábulas que trocaram entre si as ampolas com a moral que
lhes foi destinada. Alguém nos disse certa vez: Quando insistimos tanto no
mesmo erro, alguma verdade deve haver ali. Nossa insistência talvez seja
reveladora de um outro tempo. Talvez valha a pena esperar que algo aconteça.
Enquanto isto, convidamos este múltiplo artista que é Rolando
Topor (França, 1938-1997), vencedor do Grand Prix de L’Humour Noir em 1961, que bebeu dos surrealistas
e respondeu-lhes com o movimento Pânico, fundado com Fernando Arrabal e Alejandro
Jodorowsky, entre outros. Em sua obra, Topor nos leva para um mundo do avesso, e
a crueldade animalesca, o erotismo, a escatologia e a tétrica ironia das suas obras
valeram-lhe o desprezo de críticos, vários projetos ruinosos e ameaças de morte
quotidianas. Ou seja, também nele o tempo se torna um elemento vital a ser
preservado. Graças a uma sempre amável sugestão de João Antônio Buhrer, Rolando
Topor agora está conosco como artista convidado desta edição da Agulha Revista
de Cultura.

02 | El tiempo fluye a través de nosotros de muchas
maneras. Su espíritu encuentra ritmos distintos dentro de nuestro ser. O tal
vez lo inventamos según nuestras ansiedades y determinaciones. 2026 comienza
ahora en esta edición # 264 de Agulha Revista de Cultura. La primera
edición del año trae su propia noción del tiempo y se reconoce en sus pliegues,
en el horizonte de cada una de sus páginas virtuales. Siempre hemos sido una
revista marcada por el acento de un tiempo singular. Desde 1999, hemos
alimentado las más diversas formas de hambre de tiempo. Y el mismo espacio en
el que operamos contiene dentro de sí una colección de relojes con sus marcas
indelebles de sueño y vigilia. Esta valiosa mezcla de lo que somos y lo que
deseamos ser. El tiempo, de alguna manera, está dentro de cada uno de nosotros
como fábulas que han intercambiado los frascos con la moraleja destinada para
ellos. Alguien nos dijo una vez: Cuando insistimos tanto en el mismo error,
debe haber algo de verdad en ello. Nuestra insistencia puede estar
revelando otro tiempo. Tal vez valga la pena esperar a que algo suceda.
Mientras tanto, invitamos al polifacético artista Rolando Topor (Francia,
1938-1997), ganador del Gran Premio del Humor Negro en 1961, quien se inspiró
en los surrealistas y les respondió con el movimiento Pánico, fundado junto a
Fernando Arrabal y Alejandro Jodorowsky, entre otros. En su obra, Topor nos
transporta a un mundo al revés, y la crueldad animal, el erotismo, la
escatología y la sombría ironía de sus trabajos le valieron el desprecio de la
crítica, varios proyectos ruinosos y amenazas de muerte diarias. En otras
palabras, para él también el tiempo se convierte en un elemento vital que debe
preservarse. Gracias a la siempre amable sugerencia de João Antônio Buhrer,
Rolando Topor nos acompaña como artista invitado en esta edición de Agulha
Revista de Cultura.

03 | Time flows through us in many ways. Its spirit
finds distinct rhythms within our being. Or perhaps we invent it according to
our anxieties and determinations. 2026 begins now in this edition # 264 of Agulha
Revista de Cultura. The first edition of the year brings its own notion of
time and recognizes itself in its folds, on the horizon of each of its virtual
pages. We have always been a magazine marked by the accent of a singular time.
Since 1999, we have nourished the most diverse forms of hunger for time. And
the very space in which we operate holds within it a collection of clocks with
their indelible marks of dream and wakefulness. This valuable mixture of what
we are and what we wish to be. Time, in some way, is within each of us like
fables that have exchanged the vials with the moral destined for them. Someone
once told us: When we insist so much on the same mistake, there must be some
truth there. Our insistence may be revealing of another time. Perhaps it is
worth waiting for something to happen. Meanwhile, we invited the multifaceted
artist Rolando Topor (France, 1938-1997), winner of the Grand Prix de L’Humour
Noir in 1961, who drew inspiration from the Surrealists and responded to them
with the Panic movement, founded with Fernando Arrabal and Alejandro
Jodorowsky, among others. In his work, Topor takes us to an upside-down world,
and the animalistic cruelty, eroticism, scatology, and grim irony of his works
earned him the scorn of critics, several ruinous projects, and daily death
threats. In other words, for him too, time becomes a vital element to be preserved.
Thanks to an always kind suggestion from João Antônio Buhrer, Rolando Topor is
now with us as the guest artist of this edition of Agulha Revista de Cultura.
Os Editores
∞ índice
ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO | Diogo
Vaz Pinto, autópsia da anticrítica
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/antonio-candido-franco-diogo-vaz-pinto.html
DAVID FRICKE | Frank Zappa, one size fits all
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/david-fricke-frank-zappa-um-tamanho.html
ELYS REGINA ZILS | A tradutora como espécie
companheira: Perspectivas ecofeministas na tradução de Druida, de Marosa di Giorgio
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/elys-regina-zils-tradutora-como-especie.html
FLORIANO
MARTINS | Uma cifra imaginária, a partitura natural de Itiberê Zwarg
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/floriano-martins-uma-cifra-imaginaria.html
LORENA GUSMÃO DIAS | Floriano Martins, la música de un creador
de mundos
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/lorena-gusmao-dias-floriano-martins.html
LUZ HELENA CORDERO VILLAMIZAR
| Las hermanas Brontë y la literatura como pasión e insumisión
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/luz-helena-cordero-villamizar-las.html
PATRICK LEPETIT | Ithell Colquhoun, “Soror Splendidor Vitro”
e surrealista
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/patrick-lepetit-ithell-colquhoun-soror.html
FLORIANO
MARTINS | Chá para dois – Uma conversa com Nelly Sanchez
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/floriano-martins-cha-para-dois.html
SANTIAGO MONTOBBIO
| Gaudí, aire nuestro
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/santiago-montobbio-gaudi-aire-nuestro.html
SUSANA WALD &
FLORIANO MARTINS | Los animales con que vivimos
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/susana-wald-y-floriano-martins-los.html
Encarte especial
TAANTEATRO COMPANHIA | Da
violência: Fanon
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/encarte-especial-1-da-violencia-fanon.html
Libreto # 15
ADELTO
GONÇALVES | Flávia Resende e a imagem mítica de Antígona revivida
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/adelto-goncalves-flavia-resende-e.html
FLORIANO MARTINS | O maldito no feminino,
de Maria Lúcia Dal Farra
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/floriano-martins-o-maldito-no-feminino.html
GLADYS MENDÍA
| Sobre Veios do horizonte, de Beatriz Saavedra Gastélum en su versión al
portugués
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/gladys-mendia-sobre-veios-do-horizonte.html
MARIELLA NIGRO | Hacia atrás, remando – Una lectura de
Club, de Teresa Korondi
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/mariella-nigro-hacia-atras-remando-una.html
R. LEONTINO FILHO
| La encrucijada del abismo tras el espejo, sobre Tríptico de la Agonía, de Floriano Martins & Berta Lucía Estrada
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/r-leontino-filho-la-encrucijada-del.html
DOCUMENTA | Poesia brasileira
ANDRÉ DE SENA (1975)
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/andre-de-sena-1975.html
ISABEL CÂMARA (1940-2006)
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/isabel-camara-1940-2006.html
LUCI
COLIN (1964)
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/luci-colin-1964.html
LÚCIO CARDOSO (1912-1968)
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/lucio-cardoso-1912-1968.html
RIBEIRO COUTO (1898-1963)
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/ribeiro-couto-1898-1963.html
|
 | | Rolando Topor |
|
Agulha Revista de Cultura
Número 264 | março de 2026
Artista convidado: Rolando Topor (França, 1938-1997)
Editores:
Floriano Martins | floriano.agulha@gmail.com
Elys Regina Zils | elysre@gmail.com
ARC Edições © 2026
∞ contatos
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FLORIANO MARTINS | floriano.agulha@gmail.com
ELYS REGINA ZILS | elysre@gmail.com
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