sábado, 21 de março de 2026

Agulha Revista de Cultura # 264 | março de 2026

 

∞ editorial | A mesa de ofertas do tempo

 


 01 | O tempo tem muitas formas de fluir em nós. O seu espírito encontra ritmos distintos em nosso ser. Ou somos nós que o inventamos de acordo com nossas ansiedades e determinações. 2026 começa agora nesta edição # 264 da Agulha Revista de Cultura. A primeira edição do ano traz sua própria noção de tempo e se reconhece em suas dobras, no horizonte de cada uma de suas páginas virtuais. Nós sempre fomos uma revista marcada pelo acento de um tempo singular. Desde 1999 já alimentamos as mais diversas formas de fome do tempo. E o próprio espaço em que atuamos conserva consigo uma coleção de relógios com suas marcas entranháveis de sonho e vigília. Essa mistura valiosa do que somos e desejamos ser. O tempo de algum modo está em cada um de nós como fábulas que trocaram entre si as ampolas com a moral que lhes foi destinada. Alguém nos disse certa vez: Quando insistimos tanto no mesmo erro, alguma verdade deve haver ali. Nossa insistência talvez seja reveladora de um outro tempo. Talvez valha a pena esperar que algo aconteça. Enquanto isto, convidamos este múltiplo artista que é Rolando Topor (França, 1938-1997), vencedor do Grand Prix de L’Humour Noir em 1961, que bebeu dos surrealistas e respondeu-lhes com o movimento Pânico, fundado com Fernando Arrabal e Alejandro Jodorowsky, entre outros. Em sua obra, Topor nos leva para um mundo do avesso, e a crueldade animalesca, o erotismo, a escatologia e a tétrica ironia das suas obras valeram-lhe o desprezo de críticos, vários projetos ruinosos e ameaças de morte quotidianas. Ou seja, também nele o tempo se torna um elemento vital a ser preservado. Graças a uma sempre amável sugestão de João Antônio Buhrer, Rolando Topor agora está conosco como artista convidado desta edição da Agulha Revista de Cultura.

 


 02 | El tiempo fluye a través de nosotros de muchas maneras. Su espíritu encuentra ritmos distintos dentro de nuestro ser. O tal vez lo inventamos según nuestras ansiedades y determinaciones. 2026 comienza ahora en esta edición # 264 de Agulha Revista de Cultura. La primera edición del año trae su propia noción del tiempo y se reconoce en sus pliegues, en el horizonte de cada una de sus páginas virtuales. Siempre hemos sido una revista marcada por el acento de un tiempo singular. Desde 1999, hemos alimentado las más diversas formas de hambre de tiempo. Y el mismo espacio en el que operamos contiene dentro de sí una colección de relojes con sus marcas indelebles de sueño y vigilia. Esta valiosa mezcla de lo que somos y lo que deseamos ser. El tiempo, de alguna manera, está dentro de cada uno de nosotros como fábulas que han intercambiado los frascos con la moraleja destinada para ellos. Alguien nos dijo una vez: Cuando insistimos tanto en el mismo error, debe haber algo de verdad en ello. Nuestra insistencia puede estar revelando otro tiempo. Tal vez valga la pena esperar a que algo suceda. Mientras tanto, invitamos al polifacético artista Rolando Topor (Francia, 1938-1997), ganador del Gran Premio del Humor Negro en 1961, quien se inspiró en los surrealistas y les respondió con el movimiento Pánico, fundado junto a Fernando Arrabal y Alejandro Jodorowsky, entre otros. En su obra, Topor nos transporta a un mundo al revés, y la crueldad animal, el erotismo, la escatología y la sombría ironía de sus trabajos le valieron el desprecio de la crítica, varios proyectos ruinosos y amenazas de muerte diarias. En otras palabras, para él también el tiempo se convierte en un elemento vital que debe preservarse. Gracias a la siempre amable sugerencia de João Antônio Buhrer, Rolando Topor nos acompaña como artista invitado en esta edición de Agulha Revista de Cultura.

 


 03 | Time flows through us in many ways. Its spirit finds distinct rhythms within our being. Or perhaps we invent it according to our anxieties and determinations. 2026 begins now in this edition # 264 of Agulha Revista de Cultura. The first edition of the year brings its own notion of time and recognizes itself in its folds, on the horizon of each of its virtual pages. We have always been a magazine marked by the accent of a singular time. Since 1999, we have nourished the most diverse forms of hunger for time. And the very space in which we operate holds within it a collection of clocks with their indelible marks of dream and wakefulness. This valuable mixture of what we are and what we wish to be. Time, in some way, is within each of us like fables that have exchanged the vials with the moral destined for them. Someone once told us: When we insist so much on the same mistake, there must be some truth there. Our insistence may be revealing of another time. Perhaps it is worth waiting for something to happen. Meanwhile, we invited the multifaceted artist Rolando Topor (France, 1938-1997), winner of the Grand Prix de L’Humour Noir in 1961, who drew inspiration from the Surrealists and responded to them with the Panic movement, founded with Fernando Arrabal and Alejandro Jodorowsky, among others. In his work, Topor takes us to an upside-down world, and the animalistic cruelty, eroticism, scatology, and grim irony of his works earned him the scorn of critics, several ruinous projects, and daily death threats. In other words, for him too, time becomes a vital element to be preserved. Thanks to an always kind suggestion from João Antônio Buhrer, Rolando Topor is now with us as the guest artist of this edition of Agulha Revista de Cultura.

Os Editores 

 

 

∞ índice

 

ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO | Diogo Vaz Pinto, autópsia da anticrítica

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/antonio-candido-franco-diogo-vaz-pinto.html

 

DAVID FRICKE | Frank Zappa, one size fits all

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/david-fricke-frank-zappa-um-tamanho.html

 

ELYS REGINA ZILS | A tradutora como espécie companheira: Perspectivas ecofeministas na tradução de Druida, de Marosa di Giorgio

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/elys-regina-zils-tradutora-como-especie.html

 

FLORIANO MARTINS | Uma cifra imaginária, a partitura natural de Itiberê Zwarg

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/floriano-martins-uma-cifra-imaginaria.html

 

LORENA GUSMÃO DIAS | Floriano Martins, la música de un creador de mundos

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/lorena-gusmao-dias-floriano-martins.html

 

LUZ HELENA CORDERO VILLAMIZAR | Las hermanas Brontë y la literatura como pasión e insumisión

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/luz-helena-cordero-villamizar-las.html

 

PATRICK LEPETIT | Ithell Colquhoun, “Soror Splendidor Vitro” e surrealista

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/patrick-lepetit-ithell-colquhoun-soror.html

 

FLORIANO MARTINS | Chá para dois – Uma conversa com Nelly Sanchez

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/floriano-martins-cha-para-dois.html

 

SANTIAGO MONTOBBIO | Gaudí, aire nuestro

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/santiago-montobbio-gaudi-aire-nuestro.html

 

SUSANA WALD & FLORIANO MARTINS | Los animales con que vivimos

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/susana-wald-y-floriano-martins-los.html

 

Encarte especial

 

TAANTEATRO COMPANHIA | Da violência: Fanon

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/encarte-especial-1-da-violencia-fanon.html

 

Libreto # 15

 

ADELTO GONÇALVES | Flávia Resende e a imagem mítica de Antígona revivida

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/adelto-goncalves-flavia-resende-e.html

 

FLORIANO MARTINS | O maldito no feminino, de Maria Lúcia Dal Farra

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/floriano-martins-o-maldito-no-feminino.html

 

GLADYS MENDÍA | Sobre Veios do horizonte, de Beatriz Saavedra Gastélum en su versión al portugués

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/gladys-mendia-sobre-veios-do-horizonte.html

 

MARIELLA NIGRO | Hacia atrás, remando – Una lectura de Club, de Teresa Korondi

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/mariella-nigro-hacia-atras-remando-una.html

 

R. LEONTINO FILHO | La encrucijada del abismo tras el espejo, sobre Tríptico de la Agonía, de Floriano Martins & Berta Lucía Estrada

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/r-leontino-filho-la-encrucijada-del.html

 

 

DOCUMENTA | Poesia brasileira

 

ANDRÉ DE SENA (1975)

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/andre-de-sena-1975.html


ISABEL CÂMARA (1940-2006)

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/isabel-camara-1940-2006.html


LUCI COLIN (1964)

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/luci-colin-1964.html


LÚCIO CARDOSO (1912-1968)

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/lucio-cardoso-1912-1968.html


RIBEIRO COUTO (1898-1963)

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/03/ribeiro-couto-1898-1963.html

 

 



Rolando Topor


Agulha Revista de Cultura

Número 264 | março de 2026

Artista convidado: Rolando Topor (França, 1938-1997)

Editores:

Floriano Martins | floriano.agulha@gmail.com

Elys Regina Zils | elysre@gmail.com

ARC Edições © 2026


∞ contatos

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http://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/

FLORIANO MARTINS | floriano.agulha@gmail.com

ELYS REGINA ZILS | elysre@gmail.com

 




 

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