∞ editorial | A
múltipla fagulha formadora da vida
Amauta
funcionou como uma ponte cultural. Nela se traduziu e publicou pela primeira
vez na região obras de pensadores europeus de vanguarda (como Sigmund Freud,
Máximo Gorki e ideias do Surrealismo). Ao mesmo tempo, exportou o pensamento
indígena peruano para o exterior. A revista deu voz a intelectuais das
províncias do Peru (especialmente Cusco e Puno). Criou um movimento
descentralizado que uniu pensadores rurais e urbanos. Não era apenas uma
revista para acadêmicos; sindicatos e movimentos camponeses a utilizavam para
sua formação. Mariátegui buscava transformar ideias em ações concretas. Através
de suas capas e ilustrações (muitas do artista José Sabogal), Amauta
criou uma nova estética visual. Demonstrou que a arte ocidental moderna podia
ser fundida perfeitamente com as raízes incas e andinas.
Com a morte de
José Carlos Mariátegui, os amigos Francisco Ichazo, Félix Lizaso, Jorge Mañach
e Juan Marinello assumem a direção da revista e publicam seus três últimos
números. Na edição nº 29 encontra-se o ensaio “Autopsia del superrealismo”, de
César Vallejo, um conjunto de parágrafos preconceituosos e que causou muita
polêmica em seu momento. Desconfio seriamente que se estivesse vivo, Mariátegui
não o teria publicado. No referido texto encontramos, dentre outros exemplos,
este primor de equívocos insuperáveis:
Do
pessimismo e do desespero que, em tempos, alimentaram a consciência do círculo,
forjou-se um sistema permanente e estático, um módulo acadêmico. O berço moral
e intelectual que o Surrealismo se propôs a promover, e que (mais uma falta de
originalidade por parte da escola) teve origem e encontrou sua primeira e maior
expressão no Dadaísmo, ossificou-se em psicopatia de gabinete e clichê
literário, apesar das injeções dialéticas de Marx e da adesão formal e
extraoficial dos jovens inquietos ao Comunismo. O pessimismo e o desespero
devem ser sempre estágios, não objetivos. Para que possam agitar e fertilizar o
espírito, devem se desdobrar até se tornarem afirmações sucessivas. Caso
contrário, permanecem germes patológicos, condenados a se autodestruir. Os
surrealistas, desafiando a lei da mudança brutal, academicizaram-se, repito,
durante sua famosa crise moral e intelectual, e foram impotentes para
transcendê-la e superá-la com abordagens verdadeiramente revolucionárias, isto
é, destrutivas-construtivas. Cada surrealista fez o que bem entendeu. Eles
romperam com inúmeros membros do partido e seus órgãos de imprensa, mantendo-se
em constante afastamento das principais diretrizes marxistas. Do ponto de vista
literário, suas obras continuaram a ser caracterizadas por um claro refinamento
burguês. Sua adesão ao comunismo não teve qualquer influência no significado e
nas formas essenciais de suas obras. Por todas essas razões, o Surrealismo
declarou-se incapaz de compreender e praticar o verdadeiro e único espírito
revolucionário da época: o marxismo. O Surrealismo rapidamente perdeu o único
prestígio social que poderia ter justificado sua existência e iniciou seu
inevitável declínio.
O mais curioso nessa ótica de Vallejo é que são acertos o que ele situa como
erros e vice-versa. Ao erro tático do surrealismo de ingressar no Partido
Comunista Francês equivale o acerto de logo em seguida superar essa impensada
atitude e desvincular-se dele. Não me refiro, naturalmente, ao comunismo em sua
essência, pois este é tema ainda hoje cabível de uma leitura mais detida, mas
sim à via oficial partidária, esse cancro que a política jamais soube extirpar.
Seja como for, o Surrealismo persiste e as palavras de Vallejo se tornaram
parte de um folclore moral. Antes disso Vallejo havia publicado uma única vez
nas páginas de Amauta, breve fragmento de um romance inédito.
Minha observação
inicial leva em consideração o respeito que o próprio Mariátegui tinha pelo
Surrealismo, e o modo como acolheu nas páginas de sua revista os ensaios de
Xavier Abril, por exemplo. Também cabe lembrar a ampla compreensão da filosofia
política, sendo caso exemplar o de seu ensaio fundamental “Defensa del
Marxismo”, que ocupou vários números da revista, distribuído em capítulos que
lançavam uma luz de entendimento sobre essa filosofia sem se enredar nos liames
de uma reducionista perspectiva política.
A revista Amauta
(1926-1930) foi pioneira na América Latina ao abrir espaço para o pensamento, a
crítica de arte e o ativismo político liderados por mulheres. José Carlos
Mariátegui entendia que a emancipação feminina era parte essencial da revolução
social e da construção de uma nova identidade peruana. As mulheres não eram
apenas colaboradoras ocasionais. Elas atuavam como críticas de arte, ensaístas,
poetas e articulistas políticas, desafiando o conservadorismo da época. Além de
Carmen Saco — de quem aqui selecionamos três artigos —, diversas outras
intelectuais deixaram sua marca na publicação: Magda Portal, Dora Mayer, María
Wiesse, Ángela Ramos, Blanca Luz Brum.
A escritora e
professora Sara Beatriz Guardia — diretora da Cátedra José Carlos Mariátegui e
fundadora do Centro de Estudios La Mujer en la Historia de América Latina,
CEMHAL — nos estimulou a preparação desta edição de Agulha Revista de Cultura,
dedicada ao centenário de Amauta. Ela própria nos enviou um ensaio comentando
os aspectos centrais que nortearam a publicação da revista — em seu livro mais
recente, Mujeres de la Revista Amauta, 2024, todos os artigos de
escritoras peruanas, latino-americanas e europeias são publicados pela primeira
vez —. As demais matérias foram selecionadas dentro do espectro editorial dos
32 números de Amauta, tratando de destacar alguns de seus principais temas.
Para o
ambiente plástico de nossa edição, contamos com a presença do artista francês
Bolesław Biegas (1877-1954). Escultor, pintor, escritor e dramaturgo. Ele começa
no Simbolismo, passa pelo Art Nouveau, depois se aproxima do Cubismo e
Futurismo após o Salon de la Section d’Or de 1912. Cria seu estilo próprio que
chamava de Esferismo — figuras compostas inteiramente de círculos e esferas.
Ficou famoso pelos retratos simbolistas, pelas figuras de vampiras e femmes
fatales, e pelas esculturas de formas geométricas simplificadas. Fez parte da
École de Paris. Dentre suas exposições, destacam-se: Salon d’Automne, Société
Nationale des Beaux-Arts (1912-1927), além de exposições regulares em Varsóvia
e Cracóvia com o grupo Sztuka. Em 1950 fundou em Paris o Musée Boleslas Biegas,
onde reuniu suas obras e coleção pessoal. O museu ainda existe. Bolesław Biegas
é o artista convidado desta edição de Agulha Revista de Cultura.
Amauta funcionó como un puente cultural. Tradujo y
publicó por primera vez en la región obras de pensadores europeos de vanguardia
—Sigmund Freud, Máximo Gorki y las ideas del Surrealismo— y, al mismo tiempo,
exportó el pensamiento indígena peruano hacia el exterior. Dio voz a
intelectuales de las provincias del Perú, especialmente de Cusco y Puno,
creando un movimiento descentralizado que unió a pensadores rurales y urbanos.
No era una revista solo para académicos: sindicatos obreros y movimientos
campesinos la utilizaban como material de formación. Mariátegui buscaba
transformar las ideas en acciones concretas. A través de sus portadas e
ilustraciones —muchas de ellas de José Sabogal—, Amauta creó una nueva
estética visual, demostrando que el arte moderno occidental podía fundirse
perfectamente con las raíces incas y andinas.
Tras la muerte de José Carlos Mariátegui, sus
amigos Francisco Ichazo, Félix Lizaso, Jorge Mañach y Juan Marinello asumieron
la dirección de la revista y publicaron sus tres últimos números. En el número
29 se encuentra el ensayo “Autopsia del superrealismo”, de César Vallejo, un
conjunto de párrafos tendenciosos que causó gran polémica en su momento.
Sospecho seriamente que, de haber estado vivo, Mariátegui no lo habría publicado.
En dicho texto encontramos, entre otros, este ejemplo paradigmático de
equívocos insuperables:
Del pesimismo y la desesperación que en su
momento pudieron movilizar eficazmente la conciencia del cenáculo, se hizo un
sistema permanente y estático, un módulo académico. La crisis moral e
intelectual que el superrealismo se propuso promover —y que, en otra falta de
originalidad de la escuela, arrancó y tuvo su primera y máxima expresión en el
dadaísmo— se anquilosó en psicopatía de bufete y en cliché literario, pese a
las inyecciones dialécticas de Marx y a la adhesión formal y oficiosa de los
jóvenes inquietos al comunismo. El pesimismo y la desesperación deben ser
siempre etapas y no metas. Para que agiten y fecunden el espíritu, deben
desenvolverse hasta transformarse en afirmaciones sucesivas. De otro modo, no
pasan de gérmenes patológicos, condenados a devorarse a sí mismos. Los
superrealistas, burlando la ley del devenir brutal, se academizaron —repito— en
su famosa crisis moral e intelectual, y fueron impotentes para trascenderla y
superarla con formas verdaderamente revolucionarias, es decir,
destructivo-constructivas. Cada superrealista hizo lo que le vino en gana.
Rompieron con numerosos miembros del partido y con sus órganos de prensa y
procedieron, en todo, en perpetuo divorcio con las grandes directivas
marxistas. Desde el punto de vista literario, sus producciones siguieron
caracterizándose por un evidente refinamiento burgués. La adhesión al comunismo
no tuvo reflejo alguno sobre el sentido y las formas esenciales de sus obras.
Por todos estos motivos, el superrealismo se declaraba incapaz de comprender y
practicar el verdadero y único espíritu revolucionario de estos tiempos: el
marxismo. El superrealismo perdió rápidamente la sola prestancia social que
habría podido justificar su existencia y comenzó a agonizar irremediablemente.
Lo más curioso de la perspectiva de Vallejo es que
toma por errores lo que son aciertos y viceversa. Al error táctico del
surrealismo de ingresar al Partido Comunista Francés corresponde el acierto de
superar de inmediato esa actitud desacertada y desvincularse de él. No me
refiero, por supuesto, al comunismo en su esencia —tema que aún hoy merece un
análisis más detenido— sino a la vía oficial partidaria, ese cáncer que la
política jamás ha sabido extirpar. Sea como fuere, el surrealismo persiste y
las palabras de Vallejo han pasado a formar parte de un folclore moral. Antes
de ello, Vallejo había publicado una sola vez en las páginas de Amauta:
un breve fragmento de una novela inédita.
Mi observación inicial tiene en cuenta el respeto
que el propio Mariátegui sentía por el surrealismo y la forma en que acogió en
su revista los ensayos de Xavier Abril, por ejemplo. Cabe recordar también su
amplia comprensión de la filosofía política, ejemplificada en su ensayo
fundamental “Defensa del Marxismo”, publicado en varios números de la revista
en capítulos que arrojaban luz sobre esa filosofía sin enredarse en una
perspectiva política reduccionista.
La revista Amauta (1926-1930) fue pionera
en América Latina al abrir espacio para el pensamiento, la crítica de arte y el
activismo político liderados por mujeres. Mariátegui entendía que la
emancipación femenina era parte esencial de la revolución social y de la
construcción de una nueva identidad peruana. Las mujeres no fueron
colaboradoras ocasionales: actuaron como críticas de arte, ensayistas, poetas y
articulistas políticas, desafiando el conservadurismo de la época. Además de
Carmen Saco —de quien seleccionamos aquí tres artículos—, dejaron huella Magda
Portal, Dora Mayer, María Wiesse, Ángela Ramos y Blanca Luz Brum.
La escritora y profesora Sara Beatriz Guardia
—directora de la Cátedra José Carlos Mariátegui y fundadora del Centro de
Estudios La Mujer en la Historia de América Latina, CEMHAL— nos animó a
preparar esta edición de Agulha Revista de Cultura dedicada al
centenario de Amauta. Ella misma nos envió un ensayo donde comenta los aspectos
centrales que guiaron la publicación de la revista. En su libro más reciente,
Mujeres de la Revista Amauta (2024), se publican por primera vez todos los
artículos de escritoras peruanas, latinoamericanas y europeas aparecidos en
Amauta. Los demás materiales fueron seleccionados dentro del espectro editorial
de los 32 números, destacando algunos de sus temas principales.
Para la ambientación plástica de nuestra edición
contamos con el artista polaco-francés Bolesław Biegas (1877-1954). Escultor,
pintor, escritor y dramaturgo, se inició en el Simbolismo, pasó por el Art
Nouveau y luego se acercó al Cubismo y al Futurismo tras el Salon de la Section
d’Or de 1912. Creó un estilo propio que denominó Esferismo —figuras compuestas
enteramente de círculos y esferas—. Se hizo famoso por sus retratos
simbolistas, por sus figuras de vampiras y femmes fatales y por sus esculturas
de formas geométricas simplificadas. Formó parte de la École de Paris. Entre
sus exposiciones destacan el Salon d’Automne y la Société Nationale des
Beaux-Arts (1912-1927), además de muestras regulares en Varsovia y Cracovia con
el grupo Sztuka. En 1950 fundó en París el Musée Boleslas Biegas, donde reunió
su obra y su colección personal. El museo sigue existiendo. Bolesław Biegas es
el artista invitado de esta edición de Agulha Revista de Cultura.
Amauta acted as a cultural bridge. It translated and
published, for the first time in the region, works by avant-garde European
thinkers — Sigmund Freud, Maxim Gorky and the ideas of Surrealism — and, at the
same time, exported Peruvian Indigenous thought to the world. The magazine gave
a voice to intellectuals from Peru’s provinces, particularly Cusco and Puno,
fostering a decentralized movement that united rural and urban thinkers. It was
not a publication solely for academics; trade unions and peasant movements used
it for political education. Mariátegui sought to transform ideas into concrete
action. Through its covers and illustrations — many by José Sabogal — Amauta
created a new visual aesthetic, demonstrating that modern Western art could
blend seamlessly with Inca and Andean roots.
After José Carlos Mariátegui’s
death, his friends Francisco Ichazo, Félix Lizaso, Jorge Mañach and Juan
Marinello took over the magazine and published its final three issues. Issue
No. 29 includes the essay “Autopsy of Superrealism” by César Vallejo, a
collection of tendentious paragraphs that sparked great controversy at the
time. I strongly suspect that, had Mariátegui been alive, he would not have
published it. In that text we find, among other examples, this paradigmatic
instance of insurmountable errors:
Pessimism and despair, which at one
point could effectively galvanize the consciousness of the cenacle, hardened
into a permanent, static system — an academic formula. The moral and
intellectual crisis that Surrealism sought to foster — and which, in another
instance of the school’s lack of originality, had originated and found its
first and greatest expression in Dadaism — stagnated into armchair
psychopathology and literary cliché, despite the dialectical injections of Marx
and the restless young adherents’ formal, unofficial embrace of Communism.
Pessimism and despair must always be stages, not goals. To stir and fertilize
the spirit, they must evolve until they transform into successive affirmations.
Otherwise, they remain mere pathological germs, doomed to devour themselves.
Defying the brutal law of becoming, the Surrealists — I repeat — became
academicized within their famous moral and intellectual crisis; they were
powerless to transcend or overcome it through truly revolutionary — that is,
destructive-constructive — forms. Each Surrealist did exactly as he pleased.
They broke ties with numerous Party members and press outlets, acting in
perpetual defiance of major Marxist directives. From a literary standpoint,
their work remained characterized by an evident bourgeois refinement. Their
adherence to Communism had no impact whatsoever on the meaning or essential
forms of their work. For all these reasons, Surrealism declared itself
incapable of grasping and practicing the true and only revolutionary spirit of
the times: Marxism. Surrealism rapidly lost the sole social standing that might
have justified its existence and began an irreversible decline.
The most curious aspect of Vallejo’s
perspective is that he mistakes successes for errors and vice versa. The
tactical error of Surrealism in joining the French Communist Party is offset by
the achievement of immediately overcoming that misguided stance and breaking
with it. I am not referring, of course, to communism in its essence — a subject
that still warrants more detailed analysis — but rather to the party’s official
line, that cancer which politics has never managed to eradicate. Be that as it
may, Surrealism endures, and Vallejo’s words have become part of a moral
folklore. Prior to that, Vallejo had published only once in Amauta: a brief
excerpt from an unpublished novel.
My initial observation takes into
account the respect Mariátegui himself held for Surrealism and the way he
welcomed, for instance, Xavier Abril’s essays into the pages of his magazine.
Also noteworthy is his broad understanding of political philosophy, exemplified
by his seminal essay “Defense of Marxism”, which spanned several issues of the
magazine in chapters that elucidated this philosophy without succumbing to a
reductionist political perspective.
The magazine Amauta
(1926-1930) was a pioneer in Latin America in opening space for thought, art
criticism and political activism led by women. José Carlos Mariátegui
understood that women’s emancipation was essential to social revolution and to
the construction of a new Peruvian identity. Women were not merely occasional
contributors; they served as art critics, essayists, poets and political
columnists, challenging the conservatism of the era. In addition to Carmen Saco
— whose three articles we include here — other intellectuals left their mark:
Magda Portal, Dora Mayer, María Wiesse, Ángela Ramos and Blanca Luz Brum.
Writer and professor Sara Beatriz
Guardia — director of the José Carlos Mariátegui Chair and founder of the
Center for Studies on Women in the History of Latin America (CEMHAL) —
encouraged us to prepare this edition of Agulha Revista de Cultura,
dedicated to Amauta’s centenary. She herself contributed an essay discussing
the key aspects that guided the magazine’s publication. In her most recent
book, Mujeres de la Revista Amauta (2024), all articles by Peruvian,
Latin American and European women writers that appeared in Amauta are published
for the first time. The remaining articles were selected from the editorial
scope of the 32 issues, highlighting some of its main themes.
For the visual setting of this
edition, we are honored to feature Polish-French artist Bolesław Biegas
(1877-1954). Sculptor, painter, writer and playwright, he began in Symbolism,
moved through Art Nouveau, and later gravitated toward Cubism and Futurism
after the 1912 Section d’Or Salon. He created a unique style he called Spherism
— figures composed entirely of circles and spheres. He became renowned for his
Symbolist portraits, depictions of vampires and femmes fatales, and sculptures
with simplified geometric forms. He was part of the École de Paris. Notable
exhibitions include the Salon d’Automne and the Société Nationale des
Beaux-Arts (1912-1927), as well as regular shows in Warsaw and Kraków with the
Sztuka group. In 1950 he founded the Musée Boleslas Biegas in Paris, housing
his works and personal collection; the museum still exists today. Bolesław
Biegas is the guest artist for this edition of Agulha Revista de Cultura.
Os Editores
∞ índice
ANATOLIO
LUNATCHARSKY | El marxismo y el arte
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/anatolio-lunatcharsky-el-marxismo-y-el.html
CARMEN SACO
| Visiones del arte
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/carmen-saco-visiones-del-arte.html
JORGE
BASADRE GROHMANN | Elogio y elegia de José María Eguren
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/jorge-basadre-grohmann-elogio-y-elegia.html
JOSÉ CARLOS MARIÁTEGUI | Tres textos
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/jose-carlos-mariategui-tres-textos.html
JOSÉ MARÍA
EGUREN | Motivos estéticos
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/jose-maria-eguren-motivos-esteticos.html
JOSÉ
VASCONCELOS | El Nacionalismo en la América Latina
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/jose-vasconcelos-el-nacionalismo-en-la.html
SARA BEATRIZ
GUARDIA | Cien años de la revista Amauta
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/sara-beatriz-guardia-cien-anos-de-la.html
WALDO FRANK | Retrato de Charlie Chaplin
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/waldo-frank-retrato-de-charlie-chaplin.html
XAVIER ABRIL | Difícil trabajo
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/xavier-abril-dificil-trabajo.html
XAVIER ABRIL | Estética del sentido en la crítica nueva
https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/08/xavier-abril-estetica-del-sentido-en-la.html
|
|
|
Agulha Revista de Cultura
CODINOME ABRAXAS # 13 – AMAUTA (PERÚ)
Artista convidado: Bolesław Biegas (França, 1877-1954)
Editores:
Floriano Martins | floriano.agulha@gmail.com
Elys Regina Zils | elysre@gmail.com
ARC Edições © 2026
∞ contatos
https://www.instagram.com/agulharevistadecultura/
http://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/
FLORIANO MARTINS | floriano.agulha@gmail.com
ELYS REGINA ZILS | elysre@gmail.com





















