quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

ANTON BONNICI | Uma crítica da leitura cinematográfica de Antonin Artaud’s The Theatre and the Plague

 


De todos os ensaios da coleção seminal de Artaud, O Teatro e seu Duplo, há uma obra que deixa um impacto indelével não apenas sobre seus leitores, mas também sobre o restante da própria obra de Antonin Artaud. Suas reverberações chegam a redefinir o que veio antes e o que viria depois, um ensaio de tal gravidade e discernimento, no coração do teatro e nas profundezas do homem, que almeja nada menos que rastrear as ambições nos limites de todos os nossos esforços artísticos.

Neste ensaio, Artaud traça vividamente uma analogia impensável, examinando uma história de contágios fatais que rotulamos como ‘a peste’. Artaud chega à observação epônima de que é aqui – no método ambíguo de aparecimento e reaparecimento da própria peste, da invasão corporal individual e no terror e colapso da sociedade – que podemos de fato encontrar a raison dêtre do próprio teatro.

Assim como a peste destrói tudo o que escraviza o homem em seus grilhões diários de normas, regras e realidades construídas que o privam das verdades essenciais encontradas em seu interior, assim o teatro deve agir como esse poder purgatório, esse momento de dissolução social que permite a suas testemunhas ficarem cara a cara com um plano do ser que, de outra forma, sempre permanece enterrado e trancado atrás das cortinas grossas de ferro daquilo que Artaud chama de uma sociedade que inconscientemente está matando a si mesma.

As observações do ensaio são, sem dúvida, ousadas e estabeleceram um novo desafio para todas as gerações subsequentes de fazedores de teatro, não apenas desafiando sua própria concepção de por que fazem teatro, mas também desafiando-as a se engajarem sempre de novo com este mesmo texto, O Teatro e a Peste, seu simbolismo, sua linguagem, suas imagens e visões intransigentes. É este o desafio que Wolfgang Pannek assumiu e compartilhou com o grupo internacional de performers, artistas e acadêmicos que se reuniram para sua própria e oportuna interpretação cinematográfica de O Teatro e a Peste. [1]

Mantendo a tradição virtuosa do artista como a voz poética que aborda as maldições de sua época, Wolfgang escolheu o texto ideal para cravar nossos dentes enquanto o mundo está literalmente em um confinamento de pandemia, lutando contra a última “peste”; enquanto nós tivemos de reconfigurar não apenas nossos métodos e meios, mas também reservar um tempo para repensar a natureza de nosso trabalho como pessoas cujas vidas dependem do espaço público.

Deste modo, nasceu este projeto, uma coleção audiovisual de dezoito narrativas cinematográficas, cada uma lendo um trecho do ensaio em sua própria língua com colaboradores de cinco continentes, todos filmando e gravando com os recursos disponíveis durante o ano de 2020, algumas até mesmo em condições de lockdown total.

A coleção foi então reeditada em um longa-metragem completo pelo próprio Wolfgang, dando-nos uma leitura integral do ensaio de Artaud, passando de uma língua a outra, de um país a outro, de uma imagem a outra, criando uma interpretação audiovisual caleidoscópica do texto justaposto às condições de pandemia muito reais observadas por este coletivo.

O filme abre com o segmento O Grande Santo Antônio, de Florence de Mèredieu, em que uma colagem de imagens sequenciais – que vão de ambientes domésticos obscuros a ilustrações históricas e mapas de Marselha com sobreposições do assustador Nosferatu de Murnau – prepara o cenário para o que será claramente uma desenfreada jornada de exploração audiovisual. No entanto, o impacto total do que está sendo apresentado aqui começa a despontar com a primeira mudança para o segundo segmento, Sintomas de Nabil Chahhed, conforme passamos da língua francesa para o árabe, de Paris para Oueslatia na Tunísia, e para além dos esforços criativos individuais de cada artista, começamos a experimentar a tapeçaria intercultural tecida por Wolfgang Pannek, imitando, por sua vez, os próprios meandros de Artaud no texto, enquanto ele tenta rastrear os movimentos indetectáveis ​​da peste através de eras e civilizações.


A viagem é tão tumultuada quanto convincente. Do rosto mais velho e pálido no escuro, lendo contra frias silhuetas islandesas justapostas em Fenômeno magnético, de Trausti Ólafsson, ao rosto escuro e forte do artista moçambicano Jorge Ndlozy, lendo em changana e aparentemente atrás das grades dentro de uma cela de concreto iluminada pelo sol em A peste mais terrível, para uma jovem em uma fantasia de princesa brincando entre os mausoléus de um cemitério em Berlim, em Sacrifícios humanos de Reha Bliss, as batalhas internas e as transformações do corpo infestado pela peste, descritas por Artaud, se transformam em uma batalha de som e imagem que se desenvolve além das fronteiras geográficas ou de quaisquer pré-requisitos de restrições de idade, com os jovens e os velhos e os fortes e os inocentes sendo não apenas um alvo justo para a peste, mas também para o simbolismo que esses artistas podem buscar. Esta sequência culmina em uma das performances físicas mais icônicas de toda a obra, a de Candelaria Silvestro, da Argentina. Suas torções e contorções em A consciência levam à imagem angustiante de um esticado rosto aberto exposto à luz brilhante de dados possivelmente esmagadores da alma vomitados de um telefone celular.

As cidades que habitamos e os espaços sob ataque de forças desconhecidas também são temas explorados em segmentos como Uma linha imaginária, de Wolfgang Pannek, mostrando imagens de uma Paris deserta, e O ator trágico permanece encerrado num círculo perfeito, de Or Kittikong, sediada em Khon Kaen, na Tailândia, que termina em uma imagem muito mundana, mas ameaçadora, de uma fechadura comum, colocando-nos face a face, de uma maneira dolorosamente vívida, com a parte ‘lock’ (fechadura) da palavra ‘lockdown’. Só para imediatamente ser subvertido pelas palhaçadas de Jürgen Müller-Popken em Paroxismo. 12 / Caminhada, em que ele brinca com uma variedade de símbolos, o sino, a corda bamba, a figura mascarada em um barco, onde somos levados a desambiguar uma aparente liberdade que pode ser escravizada em seus próprios comportamentos repetitivos para então retornar a uma outra cidade, desta vez Brisbane, na Austrália, onde o mais escravizador dos brinquedos tecnológicos domésticos, a televisão de tela plana, é usado com pleno efeito por Shane Pike em Com saúde esplêndida.

Movendo-se das cidades sempre mais longe, sempre mais fundo, para as zonas arquetípicas do inconsciente, ao longo da última metade do ensaio, vemos os artistas construindo um repertório de gestos performativos que rompem com os mesmos pressupostos sociais com os quais Artaud estava engajado. Em Símbolos, Candelaria Silvestro nos leva de volta a um tempo primordial de pinturas rupestres e imagens de fauno, retratando uma aura mística que também é envolvida por Trausti Ólafsson em Este delírio contagioso, em que imagens religiosas se contrapõem às frias gravações de vídeo de um espaço liminar que só poderia ser habitado por almas perdidas.

O sentido de ritual e sacrifício continua a ser explorado, desta vez com fogo e caminhada sobre fogo por Jürgen Müller-Popken e Insa Popken na Canção de Anabella: o é que eu chore de arrependimento”, levando ao que pode ser a primeira imagem libertadora desta narrativa fragmentada, enquanto o palhaço e a figura mascarada deixam o fogo e o sino alarmante para trás para entrar no rio em seu barco emblemático.

É como se nossa busca coletiva no escuro por uma saída tivesse sido instintivamente explorada por Reha Bliss e Théophile Choquet, em Perigo absoluto e Uma noção superior do teatro, respectivamente, já que ambos exploram a imagem da mão tentando abrir a fechadura da porta, uma para encontrar o mundo ameaçador do terror bioquímico do lado de fora, a outra para descobrir a criatura vulnerável e contorcida por dentro, duas visões de uma humanidade em desespero ou talvez uma visão de outra coisa, algo além da humanidade, um horror irreconhecível liberado que temos nos esforçado para alcançar, afinal.

Estou ciente de que, ao longo da jornada desta crítica, concentrei minhas observações mais no aspecto visual do que nos elementos sonoros e linguísticos desta coleção, mas posso enquadrar isso aqui na etapa final da jornada. À medida que escorregávamos como aquele pequeno barco no rio com um palhaço e uma figura encapuzada, do francês ao árabe, ao islandês e changana, e nossos próprios ouvidos iam sendo desafiados cada vez mais através de onze línguas, pela novidade e musicalidade de cada novo código, não poderíamos ter imaginado o poder que iria nos assaltar quando a leitura de Maura Baiocchi do segmento final do texto, A questão, chegasse aos nossos ouvidos em português. A imensidão de suas sibilantes prolongadas e fricativas surdas e ásperas nos acompanha tanto quanto sua performance neste destino final liminar, um lugar entre lugares, rural e selvagem, com um céu azul infinito acima, mas também emoldurado por linhas elétricas paralelas que se estendem, acima de hectares de silvicultura, de torres metálicas gigantes, fazendo com que a presença das distantes cidades maquínicas fosse sentida até mesmo aqui. Sílaba após sílaba, nossa jornada é levada à sua conclusão nesta paisagem impossível que Baiocchi impõe sobre si mesma em seu vestido branco e cabelos esvoaçantes ao abraçar essa liminaridade sobrenatural e estender as mãos para o céu, para além dos campos elétricos em uma ambição digna do teatro imaginado por Antonin Artaud.


Conforme reunida por Wolfgang Pannek, esta leitura cinematográfica audiovisual do ensaio de Artaud, O Teatro e a Peste, alcança um significado além da soma de suas partes, deixando um impacto que move seus espectadores para um envolvimento fresco e contemporâneo com o texto e muitas de suas ramificações.

Em seu ensaio, Artaud explica como, em seu envolvimento com a peste, ele chegou a concluir que, em última análise, estávamos olhando para uma “fisionomia espiritual” e não apenas biológica. Arrebatado por esta obra, é esta ‘fisionomia espiritual’ que se sente, visto que, embora afastado pelas condições da época, este coletivo de performers, artistas e acadêmicos se reuniu com os meios disponíveis para compartilhar uma visão do teatro, da cultura e da própria arte para além dos limites assumidos pelo estado atual do mundo, fazendo com que todos nós realmente reconsideremos uma noção superior do teatro.

 

NOTAS

Tradução de Wolfgang Pannek.

1. Veja o website do projeto Antonin Artaud’s The Theatre and the Plague: https://oteatroeapeste.wixsite.com/taanteatro

 

 

ANTON BONNICI | A review of the audio-visual cinematic reading of Antonin Artaud’s The Theatre and the Plague by Wolfgang Pannek

 

Of all the essays in Artaud’s seminal collection, The Theatre and its Double, there is one work that leaves an indelible impact not only on its readers but also on the rest of Antonin Artaud’s work itself. Its reverberations reach out to redefine both what came before it and what would come after, an essay of such gravity and insight, into the heart of theatre and the pits of man, that attempts to do nothing short of tracing the ambitions at the limits of all our artistic endeavours. In this essay Artaud vividly draws an unthinkable analogy, sifting through a history of fatal contagions we label as ‘the plague’, Artaud comes to the eponymous observation that it is here, in the plague’s own ambiguous method of appearance and reappearance, of individual bodily invasion, and of societal terror and collapse that we may actually find theatre’s own raison d’etre. Just as the plague destroys all of that which enslaves man in his daily shackles of norms, rules and constructed realities which deprive him of the essential truths found within, so should theatre act as this purgatory power, this moment of societal dissolution which allows its witnesses to come face to face with a plain of being otherwise always buried and locked away behind the thick iron curtains of what Artaud calls a society which is unknowingly killing itself. The essay’s observations are undoubtedly bold and set a whole new challenge for all the forthcoming generations of theatre makers, not only challenging their very conception of why they make theatre but also challenging them to engage again and again with this very text, Theatre and the Plague, its symbolism, its language, its images and uncompromising visions. It is this challenge that Wolfgang Pannek has taken up and shared with the international group of performers, artists and academics that have come together for their own timely filmic interpretation of Theatre and the Plague.

Keeping to the virtuous tradition of the artist as the poetic voice that addresses the curses of his own day and age, Wolfgang has chosen the ideal text to sink our teeth into whilst the world is literally on pandemic lockdown, fighting the latest ‘plague’ as we had to reconfigure not only our methods and means but also take time to rethink the nature of our work as people who’s lives depend on the public space. Thus, was born this project, an audio-visual collection of eighteen cinematic narratives, each reading a segment of the essay in their own language with contributors from five continents, all filming and recording with the available resources during 2020, some even under full lockdown conditions. The collection was then re-edited in a full feature film by Wolfgang himself, giving us a complete reading of Artaud’s essay, moving from language to language, country to country, image to image creating a kaleidoscopic audio-visual interpretation of the text juxtaposed to the all too real pandemic conditions as observed by this collective.

The film opens with the segment Le Grand San Antoine by Florence de Mèredieu, where a collage of sequential images ranging from obscure domestic environments, to historical illustrations and maps of Marseille with superimpositions of Murnau’s creepy Nosferatu set the stage for what will clearly be an unrestrained journey of creative audio-visual exploration. Yet the full impact of what is being presented here starts to dawn on you with the first shift into the second segment, Symptoms by Nabil Chahhed, as we go from the French language to Turkish, from Paris to Oueslatia in Tunisia, and beyond the individual creative efforts of each artist we start to experience the inter-cultural tapestry woven by Wolfgang Pannek, mimicking in turn Artaud’s own meanderings in the text as he attempts to trace the untraceable movements of the plague across eras and civilizations.


The journey is as tumultuous as is compelling. From the pale older face in the dark, reading against juxtaposed cold Icelandic silhouettes in Trausti Ólafsson’s Magnetic Phenomena to the contrasting strong dark face of the Mozambiquian performer Jorge Ndlozy, reading in Changana and seemingly behind bars inside a sunlit concrete cell in The Most Terrible Plague, to a young girl in a princess costume playing amongst the mausoleums of a cemetery in Berlin, in Human Sacrifices by Reha Bliss, the internal battles and transformations of the plague ridden body as described by Artaud are turned into a battle of sound and image that plays itself out beyond geographic borders or any prerequisite age restrictions, with the young and the old and the strong and the innocent being not only fair game for the plague, but also for the symbolism these artists may reach out for. This sequence climaxes into one of the more iconic physical performances of the entire piece, that of Candelaria Silvestro from Argentina, as her twists and contortions in The Consciousness lead to a harrowing image of a stretched open face at the bright light of possibly soul crushing data spewed forth out of a mobile phone.

The cities we inhabit and spaces under attack by unknown forces are also themes explored in segments such as An Imaginary Line by Wolfgang Pannek showing images of a desolate Paris, and Tragic Actor remains enclosed within a Perfect Circle by Or Kittikong, based in Khon Kaen in Thailand, which ends on a very mundane yet threatening image of an ordinary lock, bringing us face to face with the ‘lock’ part of the word ‘lockdown’ in a painfully vivid manner. Only to be immediately subverted by the clownish antics of Jürgen Müller-Popken in Paroxysm.12/Walk as he plays with a variety of symbols, the bell, the tightrope, the masked figure in a boat, where we are made to disambiguate an apparent freedom which might be enslaved in its own repetitive behaviours only to then return to another city, this time Brisbane in Australia where that most enslaving of domestic technological toys, the flat screen television, is used to full effect by Shane Pike in In Splendid Health.

From the cities moving always further, always deeper, into archetypal zones of the unconscious, over the latter half of the essay we see the artists building a repertoire of performative gestures that break the same social assumptions Artaud was engaging with. In Symbols, Candelaria Silvestro takes us back to a primordial time of cave paintings and faun like images, depicting a mystical aura which is also engaged with by Trausti Ólafsson in This Contagous Delirium, as religious imagery is pitted against the cold video recordings of a liminal space which could only be inhabited by lost souls. The sense of ritual and sacrifice continues being explored this time with fire and fire walking by Jürgen Müller-Popken and Insa Popken in Anabellas Song: It’s not that I cry out of repentance” leading to what might be the first liberating image of this fragmented narrative as the clown and the masked figure leave the fire and the alarming bell behind to wade out onto the stream in their emblematic boat.

It’s as if our collective search in the dark for a way out has been instinctively tapped into by Reha Bliss and Théophile Choquet in Absolute Danger and A Superior Notion of the Theatre respectively as both exploit the image of the hand tentatively reaching out to open the locked door, one to find the threatening world of bio-chemical terror outside, the other to discover the squirming, vulnerable creature within, two visions of a humanity in despair or maybe a vision of something else, something beyond humanity, a liberated unknowable horror which we have been striving to reach after all.

I’m aware that over the journey of this review I have focused my observations more on the visual aspect than the sound and linguistic elements of this collection, yet I may bring this into frame here on the final step of the journey. As we slipped like that small boat on a stream with a clown and a hooded figure, from French to Turkish, to Icelandic and Changana and our own ears were challenged more and more through eleven languages, by the novelty and musicality of each new code, we couldn’t have imagined the power that was going to assault us when Maura Baiocchi’s reading of the final text segment, The Question, reaches our ears in Portuguese. The immensity of her drawn out sibilants and harsh unvoiced fricatives accompany us as much as her performance into this final liminal destination, a place in between places, rural and wild, with an infinite blue sky above, yet also framed in parallel electrical lines stretching above acres of forestry from giant metallic towers making the presence of the far off machine-like cities felt even here. Syllable after syllable, our journey is drawn out to its conclusion in this impossible landscape which Maura inflicts herself upon in her white dress and flow of hair as she embraces this unearthly liminality and reaches out to the sky beyond the electrical fields in an ambition worthy of the theatre as envisioned by Antonin Artaud.

As brought together by Wolfgang Pannek, this audio-visual cinematic reading of Artaud’s essay, Theatre and the Plague, achieves a significance beyond the sum of its parts, leaving an impact that moves its viewers into a fresh, contemporary engagement with the text and many of its ramifications. In his essay, Artaud explains how in his engagement with the plague he was bound to conclude that it was ultimately a ‘spiritual physiognomy’ that we were looking at and not merely a biological one. It is this ‘spiritual physiognomy’ that one feels enraptured in this work, since though held apart by the conditions of the times this collective of performers, artists and academics has been brought together with what means they found available to share a vision of theatre and culture and art itself beyond the limits assumed by our current state of the world, making all of us truly reconsider a superior notion of the theatre.

 


ANTON BONNICI | Escritor, educador e criador teatral radicado em Paris, onde trabalha como professor no Instituto de Pensamento Crítico de Paris. M.A. em Literatura e Crítica Moderna e Contemporânea e Bacharel em Psicologia, ambos pela Universidade de Malta. Além disso, é o co-diretor artístico do Paris Fringe International Theatre Festival e fundador de Of Potters’ Demons, um laboratório internacional de pesquisa colaborativa e criatividade com foco em texto, imagem e performance.

 


CANDELARIA SILVESTRO | Artista argentina nacida en Córdoba, en 1977. Expone desde el año 1998 en salas de arte, galerías y Museos públicos y privados. Su obra forma parte de colecciones públicas y privadas, nacionales e internacionales de Argentina, Brasil, Holanda, Estados Unidos. Desde el año 2000 colabora con la Compañía Taanteatro de Sao Paulo en la realización de escenografía, vestuario, video animación, objeto escénico y performer. Sus trabajos más recientes son una participación en el film internacional La Peste de Antonin Artaud junto a la Compañía Taanteatro, en 2020; además de una participación especial en el Festival de Ecoperformance 2021 (Compañía Taanteatro); una exposición de pinturas de gran formato inspirada en el paisaje de la Mar Chiquita “Bandada de Flamencos”; la performance Ophelia de Ansenuza, concepción, dirección y coreografía de Maura Baiocchi (Compañía Taanteatro); y participación en el filme Apokalypsis, dirección de Maura Baiocchi y Wolfgang Pannek – todo esto en 2021.
 

 


Agulha Revista de Cultura

Série SURREALISMO SURREALISTAS # 03

Número 202 | fevereiro de 2022

Artista convidada: Candelaria Silvestro (Argentina, 1977)

Traduções de Wolfgang Pannek e Vadim Nikitin

editor geral | FLORIANO MARTINS | floriano.agulha@gmail.com

editor assistente | MÁRCIO SIMÕES | mxsimoes@hotmail.com

concepção editorial, logo, design, revisão de textos & difusão | FLORIANO MARTINS

ARC Edições © 2022 

 





 

 

 contatos

Rua Poeta Sidney Neto 143 Fortaleza CE 60811-480 BRASIL

floriano.agulha@gmail.com

https://www.instagram.com/floriano.agulha/

https://www.linkedin.com/in/floriano-martins-23b8b611b/

  

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário