A
dançarina Maura Baiocchi, com sua obra Uma mulher de pedra dá luz à
noite, pertence ao grupo das Artes Relacionadas. Embora tenha
passado uma fase de seus estudos em dança nos estúdios de Butoh de Kazuo Ohno e
Min Tanaka, a influência desses artistas é, perceptivelmente, somente um
impulso na obra de uma personalidade artisticamente independente.
A taan
técnica
de Baiocchi explora o fluxo energético
entre dançarino, espaço
e objeto. Nessa técnica, os próprios objetos, carregados de energia física e mágica adquirem o caráter de “músculos” adicionais de um dado
ambiente.
A
peça 'Uma mulher de pedra dá à luz a noite' é uma
abordagem pessoal e associativa da pintora mexicana Frida Kahlo. Ainda
recentemente o teatro-dança de Johann Kresnik retratou a vida de Kahlo com um colorido painel biográfico de assustadora falta de
impacto. O que enorme aparato cênico
Kresnik não conseguiu, nomeadamente, fundir-se com a alegria, o sofrimento e a
criatividade de Kahlo, a solista Maura Baiocchi logrou.
Mulher-pedra
e mulher-pássaro
O
prólogo
já introduz todos todos os temas essenciais da
peça. Sentimo-nos transportados para uma selva, um mundo arcaico ressoando
chiados e miados. Em meio à escuridão pré-mundana
há uma pedra branca. À
sua base, pimentões vermelhos fatiados como sexos expostos. Uma criatura
estranhamente enfaixada circunda a pedra com andar de pássaro. Suas
metamorfoses a fazem aparecer, por vezes, como um réptil, como uma planta. Mas
sempre como criatura condenada a girar em torno de uma dualidade orgânico-inorgânica, de um movimento da
vida para a morte. Essa criatura tem uma cauda semelhante a um cipó que logo se
transforma em chicote. O chicote divide o espaço, bate no sexo, impulsiona a
corrida. A criatura gagueja, entoa encantamentos onomatopeicos. Parece querer
sair de uma separação incurável,
para se unir. Com o quê?
Rumo
à consciência
“Crepúsculo”, a segunda parte da
peça, mostra um despertar. Ereta e iconizada, no traje de sofrimento da Kahlo,
reconhecemos esta figura vegetal-animal, agora montada sobre a pedra, rígida. O
corpo se confunde com a rocha, solitário num pico, entregue a uma paixão sem
nome que desdobra com hesitação
a sua vida vegetal. Arrepio e tremor percorrem o corpo, os sentidos visuais se
abrem ao espaço. Seu
sexo-fruto vermelho parece decepado, caído no chão branco. A corrente nervosa
que percorre este corpo, fazendo-o alternar entre tentativas de afastamento,
vôo e auto-absorção, não
anuncia nenhuma pessoa, nenhuma personagem. Antes, esse corpo parece permeado
por uma fluidez da sensação, pelo movimento de um pensamento livre. E sucede
uma saída larval, ainda insegura, um levantar, uma descida. Um corpo
assegurando-se de seus contornos, assumindo, por instantes, postura
autoconfiante, quase heróica,
para logo casar-se com a terra, contemplativo e, por fim, erger-se da noite
rumo a uma nova aurora.
O
outro espaço
Na
parte central, que também é uma mudança de cena,
ouvimos a voz rouca de uma velha. Textos espanhois de Kahlo falados por Maura
Baiocchi - quase dez minutos. Quase demorado demais para o ouvinte sem proficência idiomática, não fosse a concentração
da ação precedente. Gemidos, suspiros, lamentações e ladainhas que revisitam os
motivos animais e aviculos. Gravação crepitante que o transporta para outra época, uma sala vazia e mal
iluminada.
As
saias de Kahlo
Após a mudança. Movimento II.
Locomoções mais dançantes
norteiam essa história
de abortos. Passagens que ligam motivos biográficos de Kahlo a aspectos da
deusa mítica Kali. Quando Kahlo sofreu um acidente em um ônibus, um cano
perfurou seu abdômen. A coluna foi ferida, o útero destruído. Um balde de tinta dourada derramou-se
sobre a garota já coberta de sangue.
Uma
deusa-palhaça, ridiculamente desesperada,
aparece em vestido escarlate. Entre devassidão e desânimo, tenta dançar. Chia e late sua existência
separada para fora mas logo se regozija em descarrilamentos e como que isenta
de qualquer decoro diante de sua falta de saída. Deusa tornada grotesca que
busca caricaturar-se face a sua humanização, que escarra seu ser silenciado com
encantamentos sem lugar nem rumo, manchada, expulsa e, finalmente, paralisada.
O braço - sinal de exclamação - levantado.
Entra
uma velha-espantalho cambaleante, os dedos das mãos transfigurados em pés de neném. Uma saia cai.
Insígnias do comunismo, religião substituta de Kahlo,
tornam-se visível. Cai outra saia e nas meia-calças de Kahlo-Kali balançam membros decepados de bebês.
Vestir-se é despir-se
é disfarçar-se
é
…. Última passagem. A Kahlo amputada. Sua perna removida em cima de um carrinho
dourado. Piruetas em torno de uma amputação,
Dança em torno da ausência.
Festival
da Morte
A
cabeça transformada em caveira, a
Kahlo-Kali-Baiocchi ingressa em sua fase final, encenação fanática do próprio funeral. Ri de sua morte, ri
na cara da comunidade enlutada, o público.
Flores funerárias
em mãos, ela se deita sobre uma carruagem reluzente. Seu vestido de noiva - a
capa dourada - vira mortalha. Aos gritos, animalescos e infantis, cala a própria boca desesperadamente
risonha: "Olhem para mim! Olhem para mim!"
Pós-lúdio cômico
O
público não
compreende. Silêncio angustiado. Morta? Acabou? Passou? Mas, Baiocchi se levanta do leito de morte: "Ya
no te quiero. Ya no tienes pelo. ¿Me entiendes? ¿Me entiendes?” Ela sobe
e dança
sobre seu caixão, costume mexicano, pisando a si mesma para dentro da cova! Por
fim, acabou. Alívio. Aplausos.
Com
este improviso irónico, “Uma mulher de pedra dá
luz à noite” chegou ao término, mas fazendo sentir, com nitidez, as ressonâncias
interiores no público participante. Momentos de dança e atuação em um espaço
atemporal e geograficamente indeterminado se encontraram unidos e incorporados
na performance de Baiocchi. Ficou evidente que a bailarina, que havia mostrado
seu trabalho no Freiraum Theater no ano anterior, mergulhou ainda mais
profundamente em sua matéria
sem descuidar da relação com o público.
Maura Baiocchi não ofereceu uma
releitura da biografia de Kahlo, mas foi capaz de dar uma expressão universal
as suas feridas, sua solidão, ser desejo de fusão e, sobretudo, a sua
"alegria" apesar de tudo, conferindo ao imaginário mítico-natural e
afetivo da pintora sua linguagem autoral própria.
Uma homenagem à artista Kahlo com uma encenação - tão sensível
quanto concisa em cenário e figurino - que criou a impressão de um contato
subterrâneo entre almas afins. Dança, sons e gestos, objetos luz e cores
compuseram um ambiente de sinais sugestivos em que o público pudesse se sentir como um
"músculo" do acontecimento.
WOLFGANG PANNEK | Vermählungen, Geburten, Tod
Maura Baiocchi auf
dem Butoh and Related Arts Festival Bremen
'92
Der Butoh hat viele Gesichter. Ihr Wesen äußern sie im Übergang, in
einer Verwandlung die sich diskursiv er Festlegungen entzieht. Sie wollen im
Traumzustand geschaut und erfahren werden, um ihr Geheimnis eindringen zu
lassen. Der Zuschauer muss Teilnehmender werden, in unmittelbaren Nervenkontakt
zum Tänzer treten, und die Gesichte weiterträumen, um sie in seiner eigenen Körperlichkeit
zu begreifen. Analytischer Geist allein, befindet sich auch verlorenen Posten,
ist auf die Ratlosigkeit der eigenen Muster zurückgeworfen, angesichts eines Spiels, das keine Ideen
kommuniziert, und im besten Falle nichts darstellt, sondern sich buchstäblich
verkörpert. Das Eintreten in einem solchen Zustand, setzt
allerdings die Qualität eines Tänzers voraus, der derart von den Ekstasen
seiner Aktivität durchdrungen ist, dass er diese Verwandlung erlaubt. Neben den
Japanern, allen voran Kazuo Ohno, Mitsuyu Nesugi und Carlotta Ikeda, gewährte
die Brasilianerin Maura Baiocchi eines jener sublimen poetischen Erlebnisse.
Ihre Performance gedieh zu einem der Höhepunkte
des Festivals.
Die
Tänzerin Maura Baiocchi gehört mit ihrer Arbeit ‘A Stone Woman Gives Birth to the Night’ zur Gruppe der Related Arts. Sie hat zwar eine Phase
ihres tänzerischen Schaffens in den Butoh-Studios Kazuo Ohnos und Min Tanakas
zugebracht, aber deren Einfluss ist allenfalls als Impuls im Spiel einer
künstlerisch eigenständigen Persönlichkeit feststellbar. Ihre Technik, deren
Aufmerksamkeit den frei fluktuierenden Energien zwischen dem Tänzer, dem Raum
und seinen Objekten gilt nennt die Baiocchi “Taan”. Des Objekten selbst kommt
der Aspekt zusätzlicher “Muskeln”, physisch wie magisch geladener Energiekörper gegebener
Örtlichkeit zu.
Das Stück ‘A Stone Woman Gives Birth to the Night’ ist eine ebenso persönliche wie
assoziative Auseinandersetzung mit der Figur der mexikanischen Malerin Frida
Kahlo, über deren Leben uns das Tanztheater des Plakatmalers Johann Kresnik
noch kürzlich einen bunten biografischen Bilderbogen von erschreckender
Nachwirkungslosigkeit präsentiert hat. Was Kresnik mit seinem gewaltigen
Bühnenapparat nicht gelang, sich selbst nämlich mit der Lust, den Leiden,
insbesondere aber mit der Kreativität der Kahlo zu verquicken, gelingt der
Solistin Maura Baiocchi.
Steinfrau und Vogelfrau
Der Prolog des Stückes
stimmt bereits alle wesentlichen Themen an. Wir fühlen uns in einen Urwald, in eine
von Zirpen und Miauen durchtönte, arachaische Urwelt versetzt. In der Mitte dieser vorweltlichen Dunkelheit befindet sich ein weißer Stein, an dessen Fuß aufgeschnittene rote Paprika wie bloß gelegte Geschlechter liegen. Ein
sonderbar bandagiertes
Wesen umkreist mit vogelhaftem Schritt den Stein. Seine
Metamorphosen lassen es bisweilen als Reptil, als
Gewächs, immer aber als ein Geschöpf erscheinen, das von der Umkreisung
einer organisch-anorganischen Dualität, einer Bewegung vom Leben zum Tode nicht
abzulassen vermag. Dieses Wesen trägt einen lianenartigen Schwanz, der sich bald in eine Peitsche verwandelt. Die Peitsche teilt den Raum,
klatscht gegen das eigene Geschlecht, treibt den Lauf weiter. Das Wesen beginnt zu stammeln, holt
zu lautmalerischen Beschwörungen aus.
Es
scheint,
als wolle es aus einer unheilbaren
Abtrennung heraustreten, sich vereinigen.Womit?
Zum Bewusstsein
“Twilight’, der zweite Part des Stückes,
zeigt ein Erwachen. Eingesteift und ikonisiert, im Leidenskostüm der Kahlo
erkennen wir diese Pflanzen- und Tiergestalt nun auf dem Stein, starr. Der Leib scheint mit dem Fels verwachsen, einsam auf einem Gipfel, und
hingegeben an einen namenlose Passion, die zögernd ihr
vegetatives Leben entfaltet.Ein Schaudern und Schütteln durchläuft
den Körper, die Gesichtssinne eröffnen sich dem Raum.
Die rote Frucht des Geschlechts wirkt
abgeschnitten und herabgefallen auf weißes Linnen.
Der nervöse Strom, der diesen Körper durchrinnt und alternieren lässt, zwischen Versuchen der Loslösung, des Abflugs und der Selbstversunkenheit, kündigt keine Person, keinen Charakter an. Vielmehr
scheint er von einem Fluidum der Empfindung, der Bewegung eines ungebundenen Denkens
durchdrungen. Und es kommt zu
einem noch puppenhaften, unsicheren Heraustreten. Ein Aufstehen, ein Herabsteigen gelingt. Ein Körper, der sich seiner Umrisse vergewissert, für einen Augenblick in eine fast heroische,
selbstgewisse Haltung gerät, um sich dann besinnend mit
der Erde zu vermählen, und, schließlich, zu erheben, aus
einer Nacht in ein neues Morgenerwachen.
Der andere Raum
Im Mittelpart,
der zugleich eine Umbaupause ist, hören wir die kehlige Stimme eines alten Weibes. Spanische
Texte der Kahlo gesprochen von Maura Baiocchi - fast zehn Minuten. Fast
zu lang für den Sprachohnmächtigen,
wirkte nicht die Konzentration des Vorangegangenen. Stöhnen, Seufzen, Klage und Litanei, die Tier- und Vogelmotive
wiederaufgreift. Eine knisternde Aufnahme, die in eine
andere Zeit, ein kahles, matt
beleuchtetes Zimmer versetzt.
Die Röcke der Kahlo
Nach dem Umbau. Movimento II. Stärker tänzerisch ausgerichtete Bewegungenlenken diese Geschichte der
Fehlgeburten. Passagen, die biografische Motive der Kahlo
mit Aspekten der mythischen Göttin Kali verknüpfen. Der Kahlo war, als sie in einem Omnibus
verunglückte, der Unterleib von einem Rohr durchstoßen worden. Die
Wirbelsäule wurde verletzt, die Gebärmutter zerstört. Ein Eimer
goldener Farbe ergoss sich über das blutende Mädchen.
Maura Baiocchi erscheint mit goldenem Cape. Über Brüsten
und Scham, die Masken ungeborene Säuglinge. Eine bittere, auf sich
zurückgeworfene Schönheit, die mutwillig und tändelnd sich selbst umkreist. Die werbend
die Fahne ihres Schmerzes flattern lässt. Glockenschläge kündigen eine Hochzeit
an. Die Braut trägt einen Knoblauchkranz auf dem Kopf, der böse Geister
vertreiben soll. Ihrer Röcke schwingen mit den Zeichen des blütenroten
Geschlechts, aber der Bräutigam bleibt aus. Ein unerfülltes Schweben, das sich
in unbefriedigtes Stampfen wandelt. Die Erde treten.
Im rotem Kleid tritt eine lächerlich verzweifelte Clownsgöttin hervor. Zwischen Mutwillen und Verzagtheit versucht sie den
Tanz. Sie kräht und bellt ihr abgetrenntes Dasein heraus. Bald genießt
sie sich in ihren Entgleisungen, als sei sie angesichts ihrer Ausweglosigkeit
jeder Verantwortung enthoben. Eine grotesk gewordene Göttin, die ob
ihrer Vermenschlichung, sich selbst zu karikieren sucht, die in ort- und
ziellosen Beschwörungen ihr sprachlos gewordenes Sein ausrotzt, verschmiert, ausgestoßen und
schließlich erstarrt. Mit zum Ausrufezeichen erhobenen Arm.
Watschelnd tritt eine alte Vogelscheuche herein, die
Finger in Kinderfüße verwachsen. Ein Rock fällt. Die Insignien der
kommunistischen Partei, Ersatzreligion der Kahlo, werden sichtbar. Ein zweiter
Rock fällt, und an den Hosenbeinen der Kahlo-Kali baumeln die abgetrennten
Gliedmassen von Säuglingen.Verkleidungen sind Entkleidungen sind Verkleidungen
sind…
Letzte Passage. Die amputierte Kahlo fährt herein. Das
abgenommene Bein auf einem kleinen goldenen Wagen.
Pirouetten um eine Amputation,Tanz und das Abwesende.
Fest des Todes
Den Kopf mit einer weißen Kappe in einem Totenschädel
verwandelt, tritt die Kahlo-Kali-Baiocchi in ihr letztes Stadium, das
einer fanatischen Inszenierung des eigenen Begräbnis gleichkommt. Sie
lacht ihrem Sterben und ihrer Trauergemeinde, dem Publikum, entgegen. In's
Gesicht! Die Totenblumen in der Hand, bettet sie sich auf einem größeren
goldenen Wagen, ein Gefährt, dass ein Leben zum umkreisen scheint. Das Brautkleid, ihr goldenes Cape, wird
zum Leichentuch. Sie bedeckt sich selbst, Tier und
Kinderschreie, und verstopft ihr freudig verzweifelt lachendes Maul. "Seht mich an! Seht mich an!"
Komisches Nachspiel
Das Publikum begreift nicht. Beklemmte
Stille. Tot!. Aus!
Vorbei! Maura Baiocchi erhebt sich vom Sterbebett: "Ich
liebe dich nicht mehr. Du hast keine Haare mehr. Versteht
ihr mich? Vous comprenez moi?” Sie steigt auf ihren Sarg und stampft
ihn nach mexikanischen Bauch in die Erde. Sich
selbst ins Grab stampfen!
Endlich, geschafft! Aufatmen.
Applaus.
Mit diesem improvisierten,
ironischen Schluss endete ‘A Stone Woman Gives Birth to the
Night’,
eine Performance, die
deutlich den inneren Nachhall im teilnehmenden Publikum spüren
ließ. Tänzerische und schauspielerische Momente in
einem zeitlosen und geographisch unbestimmten Raum waren im Spiel Maura Baiocchis vereint und verkörpert.
Gleichzeitig wurde offenbar, dass
die Tänzerin, die ihre Arbeit bereits im letzten Jahrim Freiraum Theater Bremen gezeigt hatte, noch
tiefer und innerlicher in ihre Materie eingedrungen ist, ohne
dabei die Beziehung zum Publikum zu vernachlässigen. Bezugnehmend auf die Figur Frida Kahlos
war hier ein Schauspiel zu erleben, das künstlerische Subjektivität mit
universalen Fragen des Kreatürlichen zu
vereinen wusste.
Maura Baiocchi konfrontierte nicht mit der
biografischen Nacherzählung einer historischen Kahlo, sondern
vermochte deren Verletzungen, Einsamkeiten und Verschmelzungssehnsüchten, und endlich ihrer allem zum Trotz gewendeten “Allegria"einen
allgemeingültigen Ausdruck zu verleihen,
indem sie dem naturmythischen Empfindungsbild der Kahlo eine eigene Sprache verlieh.
Referenz an die Künstlerin
Kahlo erwies eine Inszenierung, die
in Kostüm und Bild ebenso reduziert wie sensibel den Eindruck
eines unterirdischen Kontaktes verwandter Seelen hervor rief. Tanz, Laute
und Gebärden,
Objekte Licht und Farben wurden zu einem
Ort suggestiver Zeichen komponiert, an
dem sich das Publikum als Muskel des Geschehens fühlen
konnte.
NOTA
Publicação original: Bremer, Bremen/Alemanha, maio de 1992. Tradução ao português assinada por Wolfgang Pannek. As imagens que acompanham esta página integram o acervo da Taanteatro Companhia e foram gentilmente cedidas por Wolfgang Pannek.
WOLFGANG PANNEK | Diretor teatral, produtor cultural, cineasta, ator, autor e tradutor. M.A. (filosofia, letras e psicologia) pela FernUniversität Hagen (Alemanha). Doutorando em filosofia na Academia de Artes de Leipzig. Ao lado de Maura Baiocchi, é diretor da Taanteatro Companhia (São Paulo) e co-autor e organizador de sete livros, publicados entre 2007 e 2022, sobre o taanteatro ou teatro coreográfico de tensões. Em 2021, publicou o livro Bilder der Macht. Das ikonoklastische Denken Gilles Deleuzes (Imagens do poder. O pensamento iconoclasta de Gilles Deleuze), Transcultura, SP, 2021. Publicou artigos em revistas acadêmicas e culturais no Brasil, na Argentina e na Alemanha. Concebeu e dirigiu espetáculos de autoria própria e a partir da obra e vida de autores como Tabori, Beckett, Pessoa, Nietzsche, Artaud, Deleuze e Guattari, entre os quais a trilogia cARTAUDgrafia e 1001 Platôs. Produziu e organizou múltiplos eventos internacionais em torno de Antonin Artaud e Gilles Deleuze. Em 2020, dirigiu o projeto cinematográfico Antonin Artaud’s The Theater and the Plague. Em 2021, dirigiu junto com Maura Baiocchi o filme APOKÁLYPSIS. Desde 2021, é diretor de produção do Festival Internacional de Ecoperformance.
Agulha Revista de Cultura
CODINOME ABRAXAS # 02 – TAANTEATRO COMPANHIA (BRASIL)
Imagens: Acervo Taanteatro
Editores:
Floriano Martins | floriano.agulha@gmail.com
Elys Regina Zils | elysre@gmail.com
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∞ contatos
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FLORIANO MARTINS | floriano.agulha@gmail.com
ELYS REGINA ZILS | elysre@gmail.com
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