Os Crumb operam em um regime de exposição total.
Como os três desenham suas próprias vidas e dividem o mesmo teto — atualmente
eles vivem na França rural —, os temas orbitam em torno dos mesmos fantasmas: o
envelhecimento, a hipocondria, a obsessão com a alimentação e o estranhamento
com o mundo exterior. A obsessão de um alimenta a paranoia do outro, criando um
eco narrativo perfeito entre as páginas. A obra não parece uma colagem de
gaveta porque os autores frequentemente invadem o espaço do outro. É comum ver
Robert desenhando uma página e Aline interrompendo a vinheta para corrigi-lo ou
brigar com ele sobre como foi retratada. Essa constante autocrítica em tempo
real amarra os textos de datas diferentes, dando a sensação de que estamos assistindo
a uma longa e ininterrupta discussão de domingo na mesa de jantar. Por sua vez,
o fio condutor definitivo é a repulsa compartilhada pelo século XXI. Seja uma
história de 2000 ou de 2015, o alvo é o mesmo: a invasão dos smartphones, a
superficialidade do turismo moderno, a gentrificação e a degradação cultural.
Essa postura crítica e o olhar estrangeiro que eles lançam sobre o próprio
tempo funcionam como a cola ideológica que unifica o índice.
A transição geracional e a fusão dessas três vozes
em uma assinatura única funcionam como o verdadeiro motor alquímico de Tempos
Modernos. Em vez de gerar um choque que fragmenta a obra, a entrada de
Sophie e o diálogo com seus pais criam uma das polifonias mais raras das
histórias em quadrinhos. Essa assinatura coletiva se amarra através de
dinâmicas muito específicas. Sophie cresceu vendo o pai ser aclamado como o
gênio do quadrinho contracultural e a mãe como pioneira do quadrinho
confessional feminino. Em Tempos Modernos, a voz dela desarma essa aura
monumental. Ela os retrata não como ícones, mas como pais reais: teimosos,
hipocondríacos, obcecados por queijos franceses e apavorados com a tecnologia. Ao
humanizar Robert e Aline, Sophie traz um frescor que impede o livro de soar
como um manifesto de velhos reclamando do presente. Ela valida as
neuroses dos pais, mas insere a crueza de quem precisa lidar com o peso desse
sobrenome no mundo real.
A unidade do livro impressiona porque os traços são
radicalmente diferentes, mas operam na mesma frequência de acidez. Robert Crumb
traz a obsessão técnica, as hachuras milimétricas e o rigor da perspectiva, mas
usa essa precisão para desenhar sua própria decadência física e suas paranoias.
Aline Kominsky-Crumb usa o estilo grunge, expressionista, propositalmente
feio, focado na urgência da emoção e na autodepreciação corporal. Sophie
Crumb atua como a ponte estética. O traço dela carrega a crueza visceral que
herdou da mãe, mas flerta com o detalhismo urbano e a deformação satírica do
pai. Há, portanto, uma assinatura Crumb, que não é mais a partilha de três
cartunistas e sim a criação de uma voz única, onde precisamente o que torna o
texto uma história única é que nenhum deles tenta anular o outro para
sobressair. Existe um pacto implícito de honestidade brutal. Quando Sophie
assume o foco, ela adota o mesmo DNA satírico e auto-exposto dos pais, mas sob
a ótica de uma jovem adulta tentando encontrar sentido em uma sociedade hiper-conectada.
O resultado não é uma colagem de três artistas convidados, mas uma mente
familiar tripartida que assina a obra.
Tomemos o caso de um dos personagens. A escolha de
Mode O’Day para amarrar o exílio na França e a fusão de vozes é cirúrgica.
Embora ela tenha sido criada por Robert Crumb para satirizar o verniz cultural
e o fetiche da moda de Nova York, a presença dela dentro de Tempos Modernos
ganha uma nova camada de leitura quando contrastada com a realidade física e
geracional da família Crumb no interior francês. A personagem serve
perfeitamente para ilustrar como o exílio e a polifonia familiar moldam a
identidade única do livro. Mode O’Day é a personificação da futilidade urbana
americana — uma garota provinciana obcecada pelo circuito cool, pela
aparência e pelo desejo de estar entre a elite artística. Ao editar e revisitar
essas histórias vivendo no sul da França, isolados da engrenagem cultural
norte-americana, os Crumb usam a personagem como um espécime de laboratório.
O tédio rural e a rotina bucólica dos autores na França agem como um espelho
invertido de Mode O’Day. Enquanto ela busca desesperadamente a validação das
metrópoles hiper-conectadas, a vida real dos Crumb na antologia celebra o
recolhimento, a comida local e a desconexão técnica. A personagem vira o
exemplo máximo daquilo que eles rejeitam na modernidade. Embora Mode O’Day seja
textualmente uma criação solo de Robert, ela opera em total sintonia com o
ecossistema mental de Aline e Sophie. A sátira à obsessão estética e à
superficialidade feminina de Mode conversa diretamente com os quadrinhos
confessionais de Aline Kominsky-Crumb. Enquanto Robert ridiculariza o fetiche
da moda de fora para dentro, Aline faz o mesmo de dentro para fora, rindo de
suas próprias inseguranças corporais. Duas vozes diferentes atacando o mesmo
monstro. Mode O’Day quer parecer moderna e conectada, mas soa datada e vazia.
Sophie, ao entrar na antologia com o traço cru e jovem, traz a perspectiva da
geração que herdou os escombros desse mundo que a personagem idolatrava. O
olhar irônico de Sophie sobre os jovens do século XXI valida o cinismo do pai
em relação à juventude fútil de décadas anteriores. A genialidade de colocar
Mode O’Day no índice de Tempos Modernos é que ela deixa de ser apenas um
sketch de humor dos anos 80/90 para se transformar em um sintoma do
colapso. Quando lemos as páginas da personagem e, logo em seguida, vemos
Robert, Aline e Sophie discutindo na cozinha sobre o horror das redes sociais
ou o turismo de massa, Mode deixa de parecer ficção. Ela se torna a ancestral
direta da sociedade fútil que a família Crumb tenta, desesperadamente, evitar
no exílio francês.
Assim como Crumb criou Mode O’Day para rir do
verniz intelectual e estético dos jovens urbanos, Zappa fez exatamente o mesmo
na música. A faixa “Valley Girl” (de Zappa com sua filha, Moon Unit Zappa) é o
equivalente musical exato de Mode O’Day. Ambas as obras satirizam a futilidade,
o consumismo e o jargão vazio das garotas suburbanas americanas obcecadas por
aparências. Tanto Crumb quanto Zappa odiavam o conformismo disfarçado de
rebeldia. Eles não poupavam nem os conservadores caretas nem os
hippies/hipsters fúteis. Certos álbuns de Zappa, como Joe’s Garage ou Thing-Fish,
operam como Tempos Modernos, ao reunir sketches, personagens
recorrentes e diálogos absurdos para contar uma história única sobre a
decadência moral, o fanatismo religioso e o controle social. Se avançamos em
uma leitura análoga, observamos que em Tempos Modernos várias vozes e
datas diferentes são reunidas para estabelecer o clima final de uma narrativa
só, igual sensação que temos ao ouvir a discografia de Zappa, onde uma piada
interna ou um personagem de 1968 reaparece transformado em 1985. A participação
de Sophie e Aline com Robert encontra eco na forma como Zappa trazia sua
família para o caos criativo. Além de gravar com a filha Moon Unit, Zappa
frequentemente envolvia o filho Dweezil e transformava a própria dinâmica
doméstica em combustível para sua arte iconoclasta. Em ambos os casos, a
família não é um refúgio sagrado e intocável, mas parte do próprio experimento
satírico. Lembremos ainda que Zappa passou a vida criticando a censura, a
ignorância política e o puritanismo dos Estados Unidos, chegando a dizer que o
país era governado por uma teocracia fascista disfarçada. Robert Crumb
levou essa repulsa às últimas consequências ao se exilar fisicamente na França.
Tempos Modernos é o diário desse exílio: o olhar de quem observa o
colapso da cultura americana à distância de segurança, com o mesmo desespero
divertido que Zappa destilava em suas músicas.
Agora pensemos em outra joia comparativa, a conexão
histórica e estética que aproxima Robert Crumb e Frank Zappa do universo de
Robert Wilson e Tom Waits, especialmente em obras-primas do Teatro do Absurdo
musical como The Black Rider e Alice, onde a crônica social se
transforma em ópera expressionista. Esses quatro criadores não estão apenas
documentando a realidade; eles a deformam através de uma performance altamente
estilizada e teatral para evidenciar o absurdo da condição humana. A fusão
entre o cinismo de Crumb/Zappa e o expressionismo de Wilson/Waits se manifesta
em três pilares fundamentais: o vaudeville macabro e a estilização do grotesco;
o cinismo como escudo contra o otimismo corporativo; e a polifonia e o cabaré
familiar/coletivo. Tanto em Tempos Modernos quanto nos palcos de Wilson
e Waits, os personagens não agem de forma naturalista. Eles são caricaturas
expressionistas, bonecos de engrenagem quebrada. Mode O’Day e o cão Doggo de
Crumb, por exemplo, operam no mesmo registro de atuação dos personagens
bizarros e maquiados de The Black Rider. Zappa usava o deboche e a
colagem musical vanguardista como figurino performático. Em Crumb, o figurino é
o próprio traço: as hachuras excessivas e os corpos deformados funcionam como a
iluminação expressionista e os cenários geométricos e artificiais de Robert
Wilson. A estética rigorosa é usada para encapsular o caos. O pessimismo social
de Crumb e Zappa em relação ao futuro encontra eco absoluto na melancolia junk
de Tom Waits. Enquanto Crumb desenha a si mesmo como um velho ranzinza
apavorado com telas digitais em Tempos Modernos, e Zappa fuzila o
consumismo em suas letras, Tom Waits canta sobre os desajustados, os bêbados e
os perdedores que caíram pelas frestas do capitalismo. No Teatro do Absurdo clássico
— como Beckett ou Ionesco —, a linguagem colapsa porque o mundo perdeu o
sentido. Em Tempos Modernos, a conversa familiar em loop dos
Crumb na cozinha francesa traduz esse mesmo esvaziamento. A realidade virou um
hospício performático; a única resposta artística possível é rir do próprio
horror.
A parceria Wilson e Waits funciona porque une a
precisão visual matemática de um com a poesia visceral, suja e analógica do
outro. É o mesmo choque controlado que podemos encontrar em Tempos Modernos.
O rigor técnico e quase geométrico das hachuras de Robert Crumb atua como os
cenários cirúrgicos de Robert Wilson. Já o traço cru, visceral e confessional
de Aline e Sophie funciona como os ruídos industriais, os grunhidos e a
instrumentação arcaica de Tom Waits. Ao ler Tempos Modernos sob essa
ótica, o livro deixa de ser apenas uma antologia de quadrinhos underground. Ele
se transforma em um libreto de cabaré. Os Crumb não estão apenas vivendo; eles
estão encenando as próprias neuroses em um palco de papel, cientes de que, do
lado de fora do teatro, o mundo moderno está desmoronando exatamente como Frank
Zappa previu e Tom Waits cantou.
Por outro lado, observamos também o fato de que as
páginas de Tempos Modernos se parecem com cenas vivas, o que revela que
Robert Crumb — segundo Art Spiegelman, um dos maiores cartunistas que o
mundo já teve — consegue projetar essa visceralidade brutal na página
estática através de recursos puramente gráficos que operam como som e movimento
na mente do leitor. As figuras de Crumb têm gravidade. É possível sentir o peso
dos corpos, a densidade das carnes, o suor na pele dos personagens e a textura
dos tecidos. Não há nada idealizado ou etéreo; tudo é massivo, tátil e
excessivo. Essa densidade física quase incômoda é o que puxa o leitor para
dentro do quadrinho, transformando o papel em carne viva. O uso obsessivo das
hachuras não serve apenas para sombrear. O traço de Crumb vibra. Há uma
pulsação elétrica em cada milímetro da página que traduz visualmente a
paranoia, a ansiedade e a energia nervosa dos personagens. É um desenho que emana
ruído, a saturação de tinta preta evoca a mesma estática pesada e o ruído
industrial de uma canção de Tom Waits ou o arranjo cortante de Frank Zappa. Os
personagens de Crumb não posam; eles se contorcem, gesticulam dramaticamente e
colapsam. O expressionismo dele está na capacidade de desenhar a psicologia do
personagem estampada em sua linguagem corporal. Quando Robert desenha a si
mesmo curvado, com as mãos trêmulas ou os olhos arregalados diante de uma tela
de computador, o leitor não está apenas vendo um desenho, está testemunhando
uma performance física real de pânico existencial. Em Tempos Modernos,
essa visceralidade atinge o ápice porque ela é aplicada à intimidade real da
família. Ao dar esse tratamento gráfico brutal e vivo para as brigas
domésticas, para o envelhecimento dos corpos de Aline e dele próprio, e para as
crises de Sophie, o quadrinho deixa de ser uma representação da vida e passa a
ser a própria vida pulsando e sangrando na página.
Em TV Blues, o magnetismo da tela não é
desenhado de forma sutil. A luz da televisão deforma o cenário, as hachuras
parecem irradiar eletricidade e o personagem é sugado fisicamente por aquele
eletrodoméstico. Crumb consegue transformar o ato passivo de assistir à TV em
uma luta corporal expressionista. O espectador fica hipnotizado, com os olhos
arregalados, enquanto a repetição mental de Etaoin Shrdlu atua como um
feitiço hipnótico. É uma cena viva porque traduz a nossa própria paralisia
física e o nosso esvaziamento mental diante do fluxo de informação. A partir dessas
primeiras páginas, o leitor já sabe que não vai apenas ler uma história, mas
vai ser arrastado para dentro da tela de papel, sentindo a mesma estática e o
mesmo blues existencial que consome os autores.
Eu penso em
outra analogia, de alguma forma complementar, envolvendo tecnologias. É o caso
da série para TV Person of Interest, criada por Jonathan Nolan, em que
se utiliza uma Inteligência Artificial para prever crimes violentos antes que
eles aconteçam. No caso de Crumb, afeito essencialmente aos sinais mais
tragicômicos da realidade, ele se utiliza da passagem da TV para o cenário de
aparelhos celulares que, neste caso, não antecipam crimes, mas conectam uma
rede de superfluidades, onde o fluxo de informação é utilizado, criminalmente,
para degenerar a sociedade. Evidente que tal leitura
eleva a discussão a um patamar filosófico contemporâneo, permitindo traçar um
paralelo entre os controles macro (a distopia de ficção científica) e micro (a
distopia da vida cotidiana). Enquanto em Person of Interest a
Inteligência Artificial monitora o crime explícito e a violência física, no
ecossistema de Tempos Modernos a Máquina opera um crime invisível
e muito mais insidioso: o crime cultural e existencial. A passagem da televisão
para os smartphones, mapeada ao longo da antologia, é o registro histórico
dessa mutação.
Essa degeneração social operada pelo fluxo de
superfluidades se manifesta no livro através de três aspectos centrais: o
panóptico voluntário, a futilidade criminosa como engenharia social e o
efeito Etaoin Shrdlu do Século XXI. Na série de Jonathan Nolan, as
pessoas são vigiadas pelas câmeras de segurança do Estado. No universo de
Crumb, as pessoas compram o próprio instrumento de vigilância e o carregam no
bolso com alegria. As superfluidades — as dancinhas, as selfies, a validação de
curtidas e o consumo desenfreado — funcionam como a anestesia perfeita. O fluxo
de informação não liberta; ele satura o cérebro até que a capacidade de
pensamento crítico seja completamente destruída. É o crime perfeito, porque a
vítima abraça o carrasco. A conexão de uma rede de superfluidades é o cerne das
histórias mais recentes do livro, especialmente onde Sophie e Aline dividem o
diagnóstico. Os celulares transformam o cidadão em um turista eterno de sua
própria vida, incapaz de contemplar o silêncio, a natureza ou o próprio
envelhecimento. Para os Crumb, esse esvaziamento da profundidade humana é uma
atividade criminosa em massa perpetrada pelas corporações de tecnologia. A
sociedade é degenerada não pela escassez, mas pelo excesso de lixo
informacional. Se na abertura de TV Blues o personagem sofria o
curto-circuito mental diante do tubo catódico isolado em sua sala, nas
histórias posteriores o curto-circuito é ubíquo. O feitiço se torna portátil.
As cenas em que os personagens andam pelas ruas da França ou de Nova York
trombando uns nos outros porque estão hipnotizados pelas telas dos celulares
são o equivalente visual exato dos crimes previstos pela IA de Person of
Interest. A diferença é que a tragédia prevista por Crumb já aconteceu: a
perda da nossa humanidade em troca de estímulos vazios.
Como observação final é bom lembrarmos uma
inestimável curiosidade. A edição brasileira de Tempos Modernos deve ser vista
como original, sendo ela uma coletânea inédita
mundialmente, concebida e publicada diretamente no Brasil. O livro foi editado e lançado no mercado
brasileiro pela Editora Veneta
em fevereiro de 2026. O editor brasileiro, Rogério de Campos, viajou à França e
trabalhou diretamente com o próprio Robert
Crumb e com a pesquisadora Laora Fontain.
Juntos, eles vasculharam o arquivo da família e selecionaram as histórias que
comporiam o índice. O nome Tempos Modernos — assim como o conceito de transformá-lo nessa crônica
unificada que discutimos — foi amarrado para esta
edição brasileira. O objetivo era reunir a produção mais contemporânea deles — das últimas décadas até o período da
pandemia de Covid —, focando no ativismo
ecológico, no horror tecnológico e no ambiente político recente. Conseguiram
uma verdadeira obra-prima.
FLORIANO MARTINS (Brasil, 1957). Poeta, editor, dramaturgo, ensaísta, artista plástico e tradutor. Criou em 1999 a Agulha Revista de Cultura. Coordenou (2005-2010) a coleção “Ponte Velha” de autores portugueses da Escrituras Editora (São Paulo). Curador do projeto “Atlas Lírico da América Hispânica”, da revista Acrobata. Esteve presente em festivais de poesia realizados em países como Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Equador, Espanha, México, Nicarágua, Panamá, Portugal e Venezuela. Curador da Bienal Internacional do Livro do Ceará (Brasil, 2008), e membro do júri do Prêmio Casa das Américas (Cuba, 2009), foi professor convidado da Universidade de Cincinnati (Ohio, Estados Unidos, 2010). Tradutor de livros de César Moro, Federico García Lorca, Guillermo Cabrera Infante, Vicente Huidobro, Hans Arp, Juan Calzadilla, Enrique Molina, Jorge Luis Borges, Aldo Pellegrini e Pablo Antonio Cuadra. Entre seus livros mais recentes se destacam Un poco más de surrealismo no hará ningún daño a la realidad (ensaio, México, 2015), O iluminismo é uma baleia (teatro, Brasil, em parceria com Zuca Sardan, 2016), Antes que a árvore se feche (poesia completa, Brasil, 2020), Naufrágios do tempo (novela, com Berta Lucía Estrada, 2020), Las mujeres desaparecidas (poesia, Chile, 2022), Sombras no jardim (prosa poética, Brasil, 2023), e Obra-prima da confusão entre dois mundos (poesia, Brasil, 2026).
JAN ŠVANKMAJER (República Tcheca, 1934). Artista surrealista, marionetista, animador e cineasta, é conhecido por suas releituras sombrias de contos de fadas famosos e pelo uso vanguardista da animação stop-motion tridimensional combinada com filmagens em live-action. Alguns críticos o elogiaram por privilegiar os elementos visuais em detrimento do enredo e da narrativa, outros por seu uso de fantasia sombria. Adaptou obras literárias como Alice e Fausto. Sua obra Šílení (2005, Loucura) foi descrita como uma história de terror cômica que demonstra a influência do escritor americano Edgar Allan Poe e do nobre francês Marquês de Sade. Hmyz (2018, Inseto) é baseado na peça Ze ivota hmyzu (1921, A Peça dos Insetos) de Karel e Josef Čapek. A obra plástica de Jan Švankmajer nos acompanha nesta edição de Agulha Revista de Cultura em que é nosso artista convidado. Também podemos encontrar uma reveladora entrevista que lhe fez Floriano Martins, publicada em três idiomas.
Agulha Revista de Cultura
Número 265 | junho de 2026
Artista convidado: Jan Švankmajer (República Tcheca, 1934)
Editores:
Floriano Martins | floriano.agulha@gmail.com
Elys Regina Zils | elysre@gmail.com
ARC Edições © 2026
∞ contatos
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FLORIANO MARTINS | floriano.agulha@gmail.com
ELYS REGINA ZILS | elysre@gmail.com










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