quinta-feira, 20 de março de 2025

ALBERTO LIGALUPPI, LUISA HEREDIA, MIGUEL PASSARINI | De passagem por Córdoba: Subtração de Ofelia & Submerge



1. ALBERTO LIGALUPPI |
Performance notável de Baiocchi

A performer brasileira Maura Baiocchi voltou a Córdoba trazida, como em 1994, pela Rede de Promotores Culturais da América Latina e do Caribe, e com o apoio da Diretoria Municipal de Cultura. No sábado apresentou Subtração de Ofelia.

Baiocchi iniciou sua atividade artística há trinta anos, quando ingressou nas artes através da dança. É uma das poucas latino-americanas treinadas por Kazuo Ohno e Min Tanaka na dança butoh no Japão. Maura, uma das figuras desta disciplina nestas partes do continente, desenvolveu hoje uma nova forma de representação que chamou de Taanteatro, onde o butoh é apenas mais um componente de uma série de conhecimentos interligados para alcançar o melhor em cada criação.

A obra apresentada em Córdoba estreou em 1987 no festival Hinoemata (Japão) onde foi premiada como melhor espetáculo estrangeiro. A obra já teve diversas versões e a que se conheceu aqui é a oitava inédita.

Em 1994, a dançarina chegou ao Teatro del Libertador com Frida, uma produção sobre a trágica vida de Frida Kahlo. Esta performance foi estruturada a partir da dor corporal e sobrevivência da criadora mexicana, o que fez com que a simbolização, além da poética espetacular, se enraizasse em uma realidade que se tornou inalienável e da qual o espectador não conseguia escapar.

A personagem Ofelia, ao contrário de Frida que viveu um tempo real entre os mortais, é fictícia e talvez por essa premissa Subtração seja bem diferente do que foi visto anteriormente. A criação surge da colocação de uma alegoria da poesia no espaço cênico, com a qual foi possível preencher o ambiente e emocionar os espectadores. Para Ofélia, a atriz constrói uma atmosfera de profundo significado místico, quase religioso, que ela mesma transforma e difama com o seu conhecimento.

A proposta espetacular, que num recorte superficial poderia ser categorizada como dança, atinge seu objetivo porque articula diversas disciplinas na sua devida medida. A primeira é a atuação, com a capacidade da brasileira de se transformar em uma menina virginal ou em um tremendo demônio; outra é o bom manejo do plástico em suas diferentes formas; figurinos, adereços e cenários (sugestiva morgue com um invólucro escultórico à la Cristo) e, por fim, uma escolha de espaço cênico riquíssimo que unia o jardim e a sala. Essa totalidade espetacular foi acentuada por uma bela iluminação e bordas despojadas e contida por uma citação musical bem composta, desde tribal até réquiens.

Ao final da apresentação, o público caiu em um silêncio cheio de admiração e angústia, permanecendo nesse estado por muito tempo na sala. A oposição de opinião sobre a mesma ideia que nasceu no público reafirmou a própria arte em sua eterna vocação para construir polêmicas e demonstrou que Baiocchi é uma artista dona indiscutível de todos os foros que essa palavra outorga.

 

ALBERTO LIGALUPPI | Notable performance de Baiocchi

La performer brasileña Maura Baiocchi volvió a Córdoba traída, igual que en 1994, por la Red de Promotores Culturales de Latinoamérica y el Caribe, y con el apoyo de la Dirección Municipal de Cultura.

El sábado presentó Subtracción de Ofelia. Baiocchi inició su actividad artística hace treinta años cuando ingresó a las artes por medio de la danza. Es una de las pocas latinoamericanas formada por Kazuo Ohno y Min Tanaka en danza botó en Japón.

Maura, una de las figuras de esta disciplina en estas partes del continente, hoy ha desarrollado una nueva forma de representación que ha llamado Taanteatro, donde el butoh es solo un componente más de una serie de saberes que se vinculan para lograr el mejor de cada creación.

El trabajo presentado en Córdoba fue estrenado en 1987 en el festival de Hinoemata (Japón) dónde fue premiado como mejor espectáculo extranjero.  La obra ha tenido varias versiones y la que sí conoció aquí es la octava inédita.

En 1994, la bailarina llegó al Teatro del Libertador con Frida, una puesta sobre la trágica vida de Frida Kahlo. Esta performance si estructuraba a partir de los dolores corporales y la suficiente supervivencia de la creadora mexicana, lo que hacía que la simbolización, más allá de la poética espectacular, si enraizara en una realidad que si volvía irrenunciable y de la cual el espectador no podía escapar.

El personaje Ofelia, a diferencia de Frida que tuvo un tiempo real entre los mortales, es ficcional y quizás por esa premisa Substracción es muy diferente a lo anteriormente visto.

La creación nace de poner sobre el espacio escénico una alegoría de la poesía, con la cual se logró llenar el ambiente y conmover a los espectadores. Para Ofelia, la actriz construye una atmósfera de profundo sentido místico, casi religioso y que ella misma transforma y malea con sus conocimientos.

La propuesta espectacular, que en un corte superficial podría categorizarse como de danza, logra su cometido porque articula varias disciplinas en su justa medida.

La primera es la actoral, con la capacidad de la brasileña de transformarse en una niña virginal o en tremenda diabla; otra es el buen manejo de la plástica en sus diferentes formas; vestuario, utilería y escenografía (sugerente alta mortuorio con escultural envoltorio tipo Cristo) y por último una elección de espacio escénico muy rico que unía el jardín y la sala. Esa totalidad espectacular era acentuada por una bella iluminación y despojados ribetes y contenida por una cita musical bien compuesta, desde tribales a réquiems.

Cuándo la performance finalizó, el público cayó en un silencio lleno de admiración y congoja, y se mantuvo en ese estado por largo rato en la sala. La oposición de criterio sobre una misma idea que nació en la platea reafirmó el arte mismo en su eterna vocación de construir polémicas y demostró que Baiocchi es una artista que es dueña indiscutida de todas los fueros y esa palabra otorga.

 

NOTA

Crítica sobre a apresentação de Subtração de Ofelia, de Maura Baiocchi no Centro Cultural General Paz. Publicação original: La Mañana (Córdoba, 09/04/1999). Tradução de Wolfgang Pannek.



2. LUISA HEREDIA | Um prazeroso jogo de energias

Que palavra lhe vem à mente, quando digo mundo?, pergunta Maura Baiocchi ao público que, a princípio tímido, responde: vida, gente, maçã, sempre, esfera, natureza, tudo.

Maura faz o gesto de recolher as palavras e colocá-las num mate que beberá mais tarde. Esse ritual dá início a Submerge, espetáculo que a companhia Taanteatro dirigida por Baiocchi apresentou terça e quarta-feira no Salão Azul da Cidade Universitária, com gente até nos corredores.

Baiocchi é brasileira e tem formação como dançarina clássica, mas depois uma viagem ao Japão, onde conheceu Kazuo Ohno, criador da dança butô, mudou sua visão. Com o clássico, o butô, o teatro e diversas outras disciplinas, a brasileira criou sua própria vertente: o taanteatro ou teatro de tensões.

Em diálogo com La Voz del Interior, Wolfgang Pannek, que participa da performance, disse: Começamos lendo os textos de (Friedrich) Nietzsche e pensamos em como trazer para o palco a figura do convalescente que neles aparece.

Submerge é uma performance multimídia, com excelentes músicos ao vivo, vídeo e toda a arte de Baiocchi e Pannek. Imagens de um fluxo de lava são projetadas em uma grande tela. Por trás da tela e mesclado às imagens, Pannek interpreta textos de Nietzsche que remetem a um mundo amoral que se autodestrói. Lava tem o significado de profundo, de fluxo de energia ancestral, que como disse o filósofo alemão, se não mata, fortalece.

Baiocchi demonstra um enorme trabalho físico. Ele é um monstro, mas também é um ser que emergiu das profundezas da lava e saiu mais forte. Pannek, após uma dança frenética, acaba caído no chão, sem conseguir se levantar, seus membros parecem atrofiados, sem conseguir se levantar. Maura, com seu vendaval de vida, o tira das profundezas do seu próprio universo. Fazem amor, riem, brigam: vivem.

No final, Maura pega o microfone e diz: Meu cavalo está cansado mas quer voar, atuar para poder voar. Essa frase desencadeia felicidade no público, que sobe ao palco e dança, ri e experimenta uma sensação de felicidade infinita com Baiocchi e Pannek.

No início da performance Maura diz que a dor passa, o prazer permanece eternamente. Uma definição quase perfeita da experiência de ver o Taanteatro. Para quem se atreve a ver uma performance sem rótulos. Uma virtude: A presença imponente de Maura Baiocchi. Um pecado: que não haja mais apresentações.

 

 

LUISA HEREDIA | Un placentero juego de energías

¿Qué palabra se te ocurre cuando digo mundo?, pregunta Maura Baiocchi al público que, con timidez al principio, responde: vida, gente, manzana, siempre, esfera, naturaleza, todo. Maura hace el gesto de recoger las palabras y colocarlas en un mate que más tarde se beberá. Ese rito dará paso a Submerge (Sumergirse), la performance que la compañía Taanteatro que dirige Baiocchi presentó el martes y miércoles en la Sala Azul de la Ciudad Universitaria, con gente hasta en los pasillos.

Baiocchi es brasileña y se formó como bailarina clásica, pero más tarde un viaje a Japón, donde conoció a Kazuo Ohno, creador de la danza butoh, cambió su mirada. Con el clásico, el butoh, actuación y varias disciplinas más, la brasileña creó su propia vertiente: el taanteatro o teatro de tensiones.

En diálogo con La Voz del Interior, Wolfgang Pannek, que participa en la performance, expresó: Comenzamos con la lectura de los textos de (Friedrich) Nietzsche y pensamos cómo llevar la figura del convaleciente que aparece en ellos al escenario.

Submerge es una puesta multimediática, con excelentes músicos en vivo, video, y todo el arte de Baiocchi y Pannek. Las imágenes de un torrente de lava se proyectan sobre un gran lienzo. Detrás de la tela y fundido con las imágenes, Pannek interpreta los textos de Nietzsche que se refieren a un mundo amoral, que se autodestruye. La lava tiene el significado de lo profundo, de un flujo energético ancestral, que como decía el filósofo alemán si no mata, fortalece.

Baiocchi despliega un trabajo físico descomunal. Es un monstruo, pero también es un ser que emergió de las profundidades de la lava y salió fortalecido. Pannek, luego de una danza frenética, acaba tendido en el suelo, no puede incorporarse, sus extremidades, parecen atrofiadas, incapaces de ponerse de pie. Maura, con su vendaval de vida, lo saca del fondo de su propio universo. Hacen el amor, ríen, pelean: viven.

Al final, Maura toma el micrófono y cuenta: Mi caballo está cansado, pero quiere volar, actuar para poder volar. Esta frase desata la felicidad entre el público, que sube al escenario y baila, ríe y vive una sensación de infinita felicidad de la mano de Baiocchi y Pannek.

Al principio de la performance Maura dice que el dolor pasa, el placer queda eternamente. Una definición casi perfecta de la experiencia de ver al Taanteatro. Para los que se animan a ver una performance sin etiquetas. Una virtud: La imponente presencia de Maura Baiocchi. Un pecado: que no haya más funciones.

 

NOTA

Crítica sobre a apresentação de ¡Submerge!, de Maura Baiocchi no Salão Azul da Cidade Universitária. Publicação original: La Voz del Interior (Córdoba, 2002). Tradução de Wolfgang Pannek.



 

3. MIGUEL PASSARINI | Um diálogo silencioso chamado Submergir!”

Maura Baiocchi, à frente do Taanteatro, apresentou um espetáculo surpreendente. O espetáculo é definido pela performer como um ritual de passagem. O público entra na sala, acomoda-se em uma bancada e observa atentamente os mínimos movimentos que Maura Baiocchi faz com seu corpo, sentada no chão, fumando um charuto chala, acompanhada de uma chaleira e um mate.

Na apresentação, Baiocchi é acompanhado pelo dançarino e coreógrafo alemão Wolfgang Pannek, que integra o grande elenco junto com um grupo de músicos aos quais nos últimos anos se juntaram a cenógrafa, pintora e figurinista Candelaria Silvestro, e o iluminador Marcelo Comandú, ambos artistas de Córdoba, e a videoartista Bruna de Araujo. El Ciudadano conversou com Baiocchi sobre esta proposta inovadora.

¡Submerge! é, segundo a bailarina, a proposta mais ousada do grupo, visto que consistiu em trazer para o palco o pensamento filosófico de Nietzsche, uma busca que o grupo vem tentando há muitos anos e que gerou produtos que fazem parte de um megaprojeto intitulado Dance, Cante Nietzsche, que inclui, entre outros, Materiamor e Materiamuerte.

Este definitivamente não é um espetáculo de dança butoh. Butoh está em minha formação, como muitas outras disciplinas. No entanto, neste espetáculo há de tudo. O Butoh é para mim uma ponte que conecta, mas o que mostramos é o Taanteatro, ou seja, a nossa busca, explicou a bailarina.

Quanto à filosofia adaptada à linguagem teatral, detalhou: Tudo o que Nietzsche escreve é puramente corporal, uma filosofia para caminhar ao ar livre. A transmutação é instantânea, nos sentimos muito livres para interpretar energias, palavras e temas nietzscheanos com nossos corpos, por isso trabalhamos com a vontade de poder e o eterno retorno, dois temas fortes dentro de sua obra.

No espetáculo, o público tem participação ativa desde o início, quando Baiocchi pergunta: Que palavra eu digo quando digo mundo?, e aos poucos as pessoas começam a responder: Vida, morte, terra, tudo, natureza e uma longa lista de palavras associadas. A bailarina recolhe essas palavras e incorpora-as no seu ritual, representado por um mate que mais tarde degustará com alguém do público a quem pede uma nota de 2 pesos, que depois é cuspida por ambos e somada a esta espécie de exorcismo, onde fica clara uma forte posição ideológica.

Nossas propostas estão ligadas ao espaço-tempo em que vivemos. Trabalhamos com energias ancestrais, que estão em todas as pessoas, isso é um facto da multiplicidade e da riqueza que todos temos, expressou.

Baiocchi nasceu no Brasil e se formou como dançarina clássica. Anos depois viajou para o Japão, onde conheceu Kazuo Ohno, criador da dança butoh, que, segundo ele, mudou sua relação com a dança e o corpo. Com a sua vasta formação, que posteriormente completou entre a Europa e os Estados Unidos, onde este ano estreou ¡Submerge!, a bailarina criou a sua própria linguagem: o Taanteatro ou teatro de tensões.

Buscamos a emoção e o encontro com as pessoas, mas não somos inocentes, não acreditamos que a arte, além de ser um campo mobilizador, possa nos salvar. Só podemos ser salvos estando atentos, agindo diretamente, caso contrário é inútil, não faz sentido, o mundo não terá retorno, independentemente de propormos que devemos agir para poder voar, disse Baiocchi a este respeito.

No palco, os dançarinos se amam, riem e sobrevivem. No final, depois de os monstros terem sido expulsos dos corpos, Baiocchi pega o microfone e diz: Meu cavalo está cansado mas quer voar, porque tem que atuar para poder voar.

O público, há muito tempo presente no espetáculo, corre freneticamente para o espaço do palco, propondo, através de uma grande rave de influência latina, uma catarse generalizada. Dessa forma, cumpre-se o que a bailarina diz quase no início do espetáculo: A dor passa, o prazer permanece eternamente.

 


MIGUEL PASSARINI | Un diálogo silencioso llamado “¡Submerge!”

Maura Bauocchi, al frente de Taanteatro, presentó un espectáculo sorprendente. El espectáculo es definido por la intérprete como un ritual de pasaje. El público ingresa a la sala, se acomoda en una grada, y observa atentamente los mínimos movimientos que Maura Baiocchi hace con su cuerpo, sentada en el piso, fumando un cigarro de chala, y acompañada por una pava y un mate. 

En la puesta, Baiocchi está acompañada por el bailarín y coreógrafo alemán Wolfgang Pannek, quien integra el nutrido elenco junto a un grupo de músicos a los que en los últimos años se sumaron la escenógrafa, pintora y vestuarista, Candelaria Silvestro, y el iluminador Marcelo Comandú, ambos, artistas cordobeses, y la videoartista Bruna de Araujo. El Ciudadano conversó con Baiocchi acerca de esta renovadora propuesta.

¡Submerge! es, según la bailarina, la propuesta más osada del grupo, dado que consistió en llevar a escena el pensamiento filosófico de Nietzsche, una búsqueda que el grupo intenta desde hace muchos años y que ha generado productos que se enmarcan en un mega proyecto titulado Danzar, Cantar Nietzsche, dentro del que se encuentran, entre otros, Materiamor y Materiamuerte.

Definitivamente, este no es un espectáculo de danza butoh. El butoh está en mi formación, como muchas otras disciplinas. Sin embargo, en este espectáculo está todo. El butoh es para mí un puente que conecta, pero lo que mostramos es Taanteatro, es decir nuestra búsqueda, explicó la bailarina.

Con respecto a la filosofía adaptada al lenguaje teatral, detalló: Todo lo escrito por Nietzsche es netamente corporal, una filosofía para caminar al aire libre. La transmutación es instantánea, nos sentimos muy libres de interpretar con nuestros cuerpos las energías, las palabras y los temas nietzscheanos, por eso trabajamos con la voluntad de poder y el eterno retorno, dos temáticas fuertes dentro de su obra.

En el espectáculo, el público tiene una participación activa desde el comienzo, cuando Baiocchi interpela: ¿Qué palabra digo cuando digo mundo?, y poco a poco la gente comienza a contestar: Vida, muerte, tierra, todo, naturaleza y una larga lista de palabras asociadas. La bailarina recoge esas palabras y las incorpora a su ritual, representado por un mate que más tarde degustará con alguien de la platea a quien pide un billete de 2 pesos, que luego es escupido por ambos y sumado a esta especie de exorcismo, donde queda clara una fuerte postura ideológica.

Nuestras propuestas están conectadas con el espacio-tiempo en que vivimos. Trabajamos con las energías ancestrales, que están en todas las personas, este es un dato de la multiplicidad y la riqueza que tenemos todos, expresó.

Baiocchi nació en Brasil y se formó como bailarina clásica. Años más tarde viajó a Japón, donde conoció a Kazuo Ohno, creador de la danza butoh, quien, asegura, cambió su relación con la danza y el cuerpo. Con su vasta formación, que completó más tarde entre Europa y los Estados Unidos, donde fue estrenado este año ¡Submerge!, la bailarina creó su propio lenguaje: Taanteatro o teatro de las tensiones.

Buscamos la emoción y el encuentro con las personas, pero no somos inocentes, no creemos que el arte, más allá de que es un ámbito movilizado, podrá salvarnos. Sólo nos puede salvar estar atentos, accionar directamente, de otro modo, no sirve, no tiene sentido, el mundo no tendrá retorno, más allá de que propongamos que hay que actuar para poder volar, expresó al respecto Baiocchi.

En escena, los bailarines se aman, ríen, y sobreviven. Al final, luego de que los monstruos fueron expulsados de los cuerpos, Baiocchi toma el micrófono y dice: Mi caballo está cansado, pero quiere volar, porque hay que actuar para poder volar.

El público, que está dentro del espectáculo desde mucho antes, se lanza frenético al espacio escénico proponiendo, a través de una gran rave de improta latina, una catársis generalizada. De este modo, se cumple con lo que la bailarina dice casi al comienzo del espectáculo: El dolor pasa, el placer queda eternamente.

 

NOTA

Crítica sobre a apresentação de ¡Submerge!, de Maura Baiocchi no Salão Azul da Cidade Universitária. Publicação original: El Ciudadano (Rosário, 10/06/2002). Tradução de Wolfgang Pannek.

 

 


ALBERTO LIGALUPPI
(Argentina). Formado en Arte en Argentina y Estados Unidos, y Arquitectura en la Universidad de Córdoba, con extensa trayectoria como artista visual, docente y gestor cultural. Fue director del Festival Nacional de Teatro Universitario y Festival Latinoamericano de Teatro de Córdoba, y codirector del VII FIBA. Creó el Posgrado Internacional en Gestión Cultural de la Universidad de Córdoba, y fue director de cultura de la filial cordobesa del Goethe-Institut. Fue director en la Secretaría de Contenidos del Sistema Federal de Medios y Contenidos Públicos de la Nación.

 


LUISA HEREDIA
(Argentina). Periodista especializada en crítica de danza y gestora cultural certificada por la Universidad Nacional de Córdoba. Desarrolló su actividad durante 13 años en el diario La Voz del Interior y posteriormente en otras publicaciones como Revista Nueva, Diario La Mañana de Córdoba y Diario Alfil. Colabora con Balletin Dance desde sus comienzos hasta la actualidad.

 



MIGUEL PASSARINI
(Argentina). Crítico de teatro y gestor cultural, conductor en Radio Nacional Rosario. Estudió Arquitectura en la Universidad Nacional de Rosario, y es periodista egresado del instituto superior TEA. Ha trabajado en televisión, radio y medios gráficos, como columnista de espectáculos desde 1990 hasta la fecha. Desde 1998, integra la sección espectáculos del diario El Ciudadano, de la que actualmente es 2º jefe, donde se ha especializado en el segmento teatro, reseñando espectáculos y como crítico teatral. Editó, de 2001 a 2004, la revista de artes escénicas El espacio vacío, y participa, ente otros proyectos independientes, como colaborador de la revista Picadero (editada por el Instituto Nacional del Teatro). En 2005 y 2006 fue el creador, conductor y productor general del programa de televisión Puro teatro, que se emitió por dos temporadas por Canal 4 de Cablehogar de Rosario. El envío fue distinguido con el premio Magazine como mejor programa cultural de la ciudad. Además de realizar tareas de productor teatral y participar como jurado en diversas muestras de teatro y festivales tanto locales como nacionales, integra, desde 1998, el Círculo de Críticos de las Artes Escénicas de la Argentina (Critea).

 



Agulha Revista de Cultura

CODINOME ABRAXAS # 02 – TAANTEATRO COMPANHIA (BRASIL)

Imagens: Acervo Taanteatro

Editores:

Floriano Martins | floriano.agulha@gmail.com

Elys Regina Zils | elysre@gmail.com

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