segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

CODINOME ABRAXAS # 10 – BLANCO MÓVIL (MÉXICO)

 

∞ editorial | O celeiro sutil das amizades

 


 01 | Na edição em que se comemora os 30 anos de existência de Blanco Móvil, Eduardo Mosches faz uma valiosa observação: Alguém disse que a criação literária envolve intercâmbios humanos; o escritor nunca pode desejar que seu pensamento não seja esperado, que não seja importante para os seres humanos com quem convive. E foi esse componente, o dos intercâmbios humanos, que me deu mais prazer pessoal ao dirigir a revista. Intercâmbios criados não apenas pela participação na divulgação literária, na leitura dos textos, mas também pela observação e pelo diálogo com inúmeros amigos e amigas poetas; e assim ter ido tecendo, sobre a própria pele da vida, a criação de um vínculo afetivo que nasceu a partir da palavra escrita, que se materializou em um vínculo de amizade, de irmandade aberta, de solidariedade; fato que, neste planeta habitado pela miséria, pelo egoísmo, pela violência das guerras, pelas fomes motivadas pelo comércio, pelas fronteiras vigiadas e militarizadas, este fato de criar laços de amizade baseados no desinteresse material, e apenas no interesse da difusão literária e artística, já é um pequeno respiro de puro oxigênio humano. 10 anos depois, quando agora completa sua 4ª década de vida ininterrupta, Blanco Móvil permanece tão jovem e vigorosa quanto em seu primeiro número, claramente acrescida de uma experiência editorial que radica, como desde o início, no mais intenso altruísmo, na decidida inclinação por um mundo compartilhado. O catálogo da revista encontra-se estruturado em três contas: as edições dedicadas à criação literária de países, os números dedicados a temas variados e o inquieto e singular editorial, que Eduardo Mosches batizou sempre de “Os primeiros passos”, escrito por ele mesmo. A cada número a revista também convida um artista plástico para que ilustre suas páginas. E o ritual de lançamento, sendo Blanco Móvil essencialmente uma revista impressa, é toda uma festa, onde convidados falam acerca de temas pertinentes a cada edição e logo se escuta uma música ao vivo que acompanha um coquetel. A outra particularidade da revista é que, em maior número, as suas edições são coordenadas por autores convidados que são conhecedores – por vezes até proponentes – do tema em questão. Deste modo, Blanco Móvil é hoje, a 40 anos de atividade editorial, uma dessas belas revistas de poesia e literatura em nosso continente que é merecedora dos mais justos elogios. Nossa homenagem, portanto, ao brilhante trabalho de Eduardo Mosches. A seu lado temos a artista francesa Nelly Sanchez (1974), com uma mostra ampla de suas colagens. A sua obra reflete uma busca incessante de mundos compartilhados, envolvendo o sonho e a vigília, dialogando com as perspectivas mais inusitadas da realidade. Como ela própria declara: Minhas colagens são uma continuação das minhas pesquisas acadêmicas sobre o romance feminino e a escrita feminina. Elas questionam os estereótipos relacionados ao gênero e, em particular, à feminilidade. Gosto de revisitar figuras da memória coletiva, mitos como Medeia, Eva, Melusina, Salomé… Apresento um universo sensual e perturbador que questiona os arquétipos femininos e masculinos transmitidos pela sociedade. Professora da Universidade de Limoges e especialista em literatura feminina francesa, Nelly é uma estudiosa de autores como Anna de Noailles, Georges de Peyrebrune, Camille Delaville, Daniel Lesueur, Renée Vivien, Rachilde e Colette, destacando aspectos ligados ao feminismo, sexualidade, animalidade e transgressão de gêneros. Para nós é uma honra contar com a sua presença como artista convidada desta edição da Agulha Revista de Cultura.

 


 02 | En la edición en la que se conmemoran los 30 años de existencia de Blanco Móvil, Eduardo Mosches hace una valiosa observación: Alguien ha dicho que la creación literaria supone intercambios humanos; el escritor no puede nunca querer que su pensamiento no sea esperado, que no sea importante para los humanos con quienes vive. Y ha sido este componente, el de los intercambios humanos, el que más placer personal me ha dado al dirigir la revista. Intercambios creados no solo al participar en la difusión literaria, en la lectura de los textos, sino al observar y dialogar con un sinnúmero de amigos y amigas poetas; y así haber ido tejiendo, sobre la propia piel de la vida, en la creación de un vínculo afectivo  que nació a partir de la palabra escrita, que se corporizó en vínculo amistoso, de cofradía abierta, de solidaridad; hecho que en este planeta habitado por la miseria, el egoísmo, la violencia de las guerras, las hambrunas motivadas por el comercio, las fronteras vigiladas y militarizadas, este hecho de crear vínculos de amistad basados en el desinterés material, y solo en el interés de la difusión literaria y artística, es ya un pequeño respiro de puro oxígeno humano. Diez años después, al cumplir ahora su cuarta década de vida ininterrumpida, Blanco Móvil sigue tan joven y vigorosa como en su primer número, claramente enriquecida con una experiencia editorial que se basa, como desde el principio, en el más intenso altruismo, en la decidida inclinación por un mundo compartido. El catálogo de la revista se estructura en tres secciones: las ediciones dedicadas a la creación literaria de los países, los números dedicados a temas variados y el inquieto y singular editorial, que Eduardo Mosches siempre ha bautizado como “Los primeros pasos”, escrito por él mismo. En cada número, la revista también invita a un artista plástico para que ilustre sus páginas. Y el ritual de lanzamiento, siendo Blanco Móvil esencialmente una revista impresa, es toda una fiesta, donde los invitados hablan sobre temas pertinentes a cada edición y luego se escucha música en vivo que acompaña a un cóctel. Otra particularidad de la revista es que, en su mayoría, sus ediciones están coordinadas por autores invitados que son conocedores –a veces incluso proponentes– del tema en cuestión. De este modo, Blanco Móvil es hoy, tras 40 años de actividad editorial, una de esas hermosas revistas de poesía y literatura de nuestro continente que merece los más justos elogios. Nuestro homenaje, por tanto, al brillante trabajo de Eduardo Mosches. A su lado tenemos a la artista francesa Nelly Sanchez (1974), con una amplia muestra de sus collages. Su obra refleja una búsqueda incesante de mundos compartidos, que involucran el sueño y la vigilia, dialogando con las perspectivas más inusuales de la realidad. Como ella misma afirma: Mis collages son una continuación de mis investigaciones académicas sobre la novela femenina y la escritura femenina. Cuestionan los estereotipos relacionados con el género y, en particular, con la feminidad. Me gusta revisitar figuras de la memoria colectiva, mitos como Medea, Eva, Melusina, Salomé... Presento un universo sensual e inquietante que cuestiona los arquetipos femeninos y masculinos transmitidos por la sociedad. Profesora de la Universidad de Limoges y especialista en literatura femenina francesa, Nelly es una estudiosa de autores como Anna de Noailles, Georges de Peyrebrune, Camille Delaville, Daniel Lesueur, Renée Vivien, Rachilde y Colette, destacando aspectos relacionados con el feminismo, la sexualidad, la animalidad y la transgresión de géneros. Para nosotros es un honor contar con su presencia como artista invitada en esta edición de Agulha Revista de Cultura.

 


 03 | In the issue commemorating Blanco Móvil’s 30th anniversary, Eduardo Mosches makes a valuable observation: Someone has said that literary creation involves human exchanges; writers can never want their thoughts to be unexpected, to be unimportant to the people with whom they live. And it is this component, that of human exchanges, that has given me the most personal pleasure in editing the magazine. Exchanges created not only by participating in literary dissemination, in reading texts, but also by observing and dialoguing with countless poet friends; and thus weaving, on the very fabric of life, the creation of an emotional bond that was born from the written word, which took shape in a friendly bond, an open brotherhood, solidarity; a fact that on this planet inhabited by misery, selfishness, the violence of wars, famines caused by trade, guarded and militarized borders, this fact of creating bonds of friendship based on material disinterest, and only on the interest of literary and artistic dissemination, is already a small breath of pure human oxygen. Ten years later, now in its fourth decade of uninterrupted life, Blanco Móvil remains as young and vigorous as in its first issue, clearly enriched by an editorial experience that is based, as it has been from the beginning, on the most intense altruism and a determined inclination towards a shared world. The magazine’s catalog is structured in three sections: editions dedicated to the literary creation of different countries, issues dedicated to various topics, and the restless and unique editorial, which Eduardo Mosches has always called “The First Steps,” written by himself. In each issue, the magazine also invites a visual artist to illustrate its pages. And the launch ritual, Blanco Móvil being essentially a print magazine, is a real party, where guests talk about topics relevant to each issue and then listen to live music accompanied by cocktails. Another unique feature of the magazine is that most of its editions are coordinated by guest authors who are knowledgeable –sometimes even proponents– of the topic in question. Thus, after 40 years of publishing, Blanco Móvil is today one of those beautiful poetry and literature magazines from our continent that deserves the highest praise. Our tribute, therefore, goes to the brilliant work of Eduardo Mosches. Alongside him is French artist Nelly Sanchez (1974), with a large selection of her collages. Her work reflects a relentless search for shared worlds, involving dreams and wakefulness, dialoguing with the most unusual perspectives on reality. As she herself states: My collages are a continuation of my academic research on the female novel and female writing. They question stereotypes related to gender and, in particular, femininity. I like to revisit figures from collective memory, myths such as Medea, Eve, Melusina, Salome… I present a sensual and disturbing universe that questions the female and male archetypes transmitted by society. A professor at the University of Limoges and a specialist in French women's literature, Nelly is a scholar of authors such as Anna de Noailles, Georges de Peyrebrune, Camille Delaville, Daniel Lesueur, Renée Vivien, Rachilde, and Colette, highlighting aspects related to feminism, sexuality, animality, and gender transgression. It is an honor for us to have her as a guest artist in this edition of Agulha Revista de Cultura.

Os Editores


 

∞ índice

 

ANDRÉ CISNEGRO | Transgresión para las masas

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/andre-cisnegro-transgresion-para-las.html

 

EDUARDO MOSCHES | Los primeros passos

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/eduardo-mosches-los-primeros-pasos.html

 

ETNAIRIS RIVERA | Trayectoria literaria contemporánea de Puerto Rico a través de sus revistas y antologías

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/etnairis-rivera-trayectoria-literaria.html

 

FLORIANO MARTINS & BERTA LUCÍA ESTRADA | Los avatares del poeta

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/floriano-martins-berta-lucia-estrada.html

 

FRANCESCA GARGALLO | La crisis de la utopía amorosa

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/francesca-gargallo-la-crisis-de-la.html

 

JORGE BOCCANERA | Ciudad y poesía: el vértigo y la soledad

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/jorge-boccanera-ciudad-y-poesia-el.html

 

JOSÉ ÁNGEL LEYVA | El Blanco Móvil de Eduardo Mosches

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/jose-angel-leyva-el-blanco-movil-de.html

 

MARGARITA AURORA VARGAS CANALES | Poesía para un Haití evanescente

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/margarita-aurora-vargas-canales-poesia.html

 

PAOLA VELASCO | El mundo en observación

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/paola-velasco-el-mundo-en-observacion.html

 

VÍCTOR DE LA CRUZ | Literaturas indígenas: sus géneros y críticos

https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2026/01/victor-de-la-cruz-literaturas-indigenas.html


 

Nelly Sanchez




Agulha Revista de Cultura

CODINOME ABRAXAS # 10 – BLANCO MÓVIL (MÉXICO)

Artista convidada:  Nelly Sanchez (França, 1974)

Editores:

Floriano Martins | floriano.agulha@gmail.com

Elys Regina Zils | elysre@gmail.com

ARC Edições © 2026




∞ contatos

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http://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/

FLORIANO MARTINS | floriano.agulha@gmail.com

ELYS REGINA ZILS | elysre@gmail.com

 




 

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